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Coluna
Alex Viana: Chama a atenção, inclusive entre políticos, a capacidade de Fábio Faria ser baba ovo de Bolsonaro
Confira a coluna de Alex Viana desta quarta-feira 16
Alex Viana
16/06/2021 | 10:38

Henrique Alves enfrenta dilema: ser ou não candidato

O ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (ainda no MDB) pede a pessoas próximas, sobretudo do círculo familiar, que evitem difundir que ele pretende voltar a disputar mandato eletivo, levando todos a acreditarem que se trata de algo bem definido: um caminho sem volta. Porém, há quem identifique nos olhos do ex-parlamentar de 11 mandatos um olhar subjacente de quem gostaria de retomar a vida pública.

Quando exercia mandato, Henrique era um político que atendia as demandas do Estado. Não só recebia pleitos, como dava andamento célere em Brasília, devido ao trânsito fácil que conquistou e soube manter em crescente ao longo de sua extensa trajetória política, durante vários governos, com auge nos do PT, onde foi presidente da Câmara dos Deputados e ministro do Turismo no Governo Dilma Rousseff, até o fatídico envolvimento na operação Lava Jato e outras, às quais responde, ainda, judicialmente.

Nos dias de hoje, em que parte considerável da classe política (leia-se prefeitos e vereadores) sente-se órfã de uma boa representação parlamentar em Brasília, essa mesma classe política, que teve a oportunidade de vivenciar épocas passadas, ressente-se também da falta que faz ao Rio Grande do Norte ter políticos experientes no Congresso Nacional, como Garibaldi Alves, José Agripino, o próprio Henrique e mesmo Fátima Bezerra, que foi deputada federal e senadora. Concluem que a atual representação federal deixa bastante a desejar, salvo algumas poucas exceções.

De bem com a vida, “leve” após ser absolvido num dos processos por corrupção – talvez o mais rumoroso –, Henrique está hoje acostumado a uma vida caseira, curtindo a família. No entanto, não falta quem defenda uma candidatura dele a deputado federal nessas eleições vindouras. Juridicamente, Henrique teria aval para ser candidato, em vista que os demais processos que pesam contra ele estarem alçados à esfera eleitoral, não sendo impeditivos de sua candidatura.

O problema a ser enfrentado por ele, todavia, seria de cunho familiar e partidário. Intrinsecamente ligado ao MDB, partido que ajudou a fundar ao lado do pai, Aluízio Alves, no Rio Grande do Norte, Henrique hoje vive um distanciamento político do ex-senador Garibaldi Filho (MDB) e do filho deste, o deputado federal Walter Alves, presidente estadual do MDB.

É consenso na cúpula do MDB (leia-se Garibaldi e Walter) que Henrique não tem vez mais na legenda. Nem para ser candidato. A razão é dupla. Primeiro para ressalvar o partido de eventuais máculas que Henrique sustentaria. Segundo porque o partido já tem o seu deputado federal, não havendo espaço para uma segunda candidatura.

Existe quem veja, ainda, que a postura do MDB, afiançada por Garibaldi, a maior liderança, seja preservar uma “reserva de mercado eleitoral” para o filho Walter, evitando dividir os votos entre Waltinho e Henrique.

Diante dessa dificuldade, Henrique capitularia na candidatura. Porque seria abrir mão do legado “bacurau” no Estado, do qual sempre foi tão identificado. Em outras palavras, para ser candidato, além de enfrentar marcação cerrada de órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público, que o perseguem devido aos malfeitos do passado, Henrique precisaria encontrar um novo abrigo partidário. Legendas disponíveis num país com tantas de aluguel não faltariam. Resta saber se ele embarcaria numa aventura com tantas dificuldades em vista.

Em cima do muro
Após tecer críticas à governadora Fátima Bezerra (PT), Carlos Eduardo divulgou notícia em que diz preferir uma aliança com a petista, caso ele dispute o Senado, em que pontua bem segundo as pesquisas.

Diferencial de Natal
Em entrevista ao programa “Foro de Moscow”, do jornalista mossoroense Bruno Barreto, Carlos chegou a afirmar que a força eleitoral de Fátima e Lula no interior do Estado seria consolidada com sua presença na chapa com forte amparo eleitoral em Natal, onde Carlos é bem avaliado.

Condição
Segundo Carlos na entrevista, uma aliança com Fátima é possível, desde que ela o apoie para o Senado. O problema é que ele registrou para os anais da história que o governo de Fátima está fadado ao fracasso. Criou uma peça de marketing gratuita contra a chapa, além de ter dado um passo rumo ao isolamento político.

Sonso
O método que Carlos escolheu para tentar viabilizar a aliança com o PT, batendo no senador Jean Paul Prates (PT), também foi bastante questionado. Ao rebater uma fala do senador, Carlos foi sonso ao extremo: “Quem é esse senador? Nunca ouvi falar dele”.

Amarelado
Ao Agora RN, Jean defendeu o governo Fátima das críticas de Carlos de que o governo Fátima está fadado ao fracasso, e declarou que o ex-prefeito se tornou “bolsonarista amarelado de vergonha”.

Fermento
Repercutiu estupidamente bem o lançamento da pré-candidatura da deputada federal Carla Dickson (PROS) ao governo do Estado pela base do presidente Jair Bolsonaro no Rio Grande do Norte. Nas mídias digitais, registrou-se uma enxurrada de ataques da militância esquerdista à parlamentar direitista bolsonarista. “Se estão atacando é porque a consideram forte candidata”, disse um entusiasta do nome de Carla.

Desprestígio
Impressiona o mercado publicitário potiguar a capacidade que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, tem de desprezar os veículos de comunicação do seu estado. Isso porque “representa” o Estado em Brasília.

Pequenez
Na avaliação de representantes importantes do meio publicitário do RN, Fábio Faria só tem olhos para a possibilidade de ser candidato a vice-presidente da República. Nesse quesito, usa e abusa da força nacional do SBT, emissora que comanda via São Paulo, através da mulher, Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, para se fortalecer junto ao presidente. Enquanto isso, atua para prejudicar o governo do Rio Grande do Norte, sendo do contra onde pode, em vez de atuar em parceria pelo benefício do Estado.

Sem escrúpulos?
Por falar em Fábio Faria, também chama a atenção, inclusive no meio político, a capacidade do filho de Robinson Faria de ser baba ovo do presidente. Fábio é capaz de tudo, “inclusive lavar o espírito na bacia das almas”, conforme disse um leitor da coluna, para benefício pessoal e particular, “desprezando o manto sagrado da representação popular de que foi investido como parlamentar eleito com os votos dos norte-rio-grandenses”. A Fábio, concluiu o leitor, “faltam escrúpulos para exercer a política em favor do seu povo”.

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