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Cultura

A arte e o choro: conheça o trabalho de Clara Félix

Exposição da artista segue até o dia 17 na Galeria Sesc Cidade Alta
Cecília Melo
06/08/2022 | 07:10

Clara Félix é uma natalense de coração que aos 36 anos descobriu que a arte morava dentro dela. A artista gosta de dizer que com ela a arte foi um encontro e não uma descoberta, encontro esse que começou relativamente recente, há apenas 4 anos, quando ela participou de uma oficina de grafite e teve o primeiro contato com o spray.

As obras da artista carregam fortes traços da arte de rua, com mistura de cores e uso de materiais diversos. Essas características se entrelaçam muito bem com as próprias referências de Clara, que diferentemente de alguns artistas, não é inspirada por pessoas específicas, mas sim pela vida, por lugares onde passa, no dia a dia e com as trocas entre as pessoas, que muito se evidenciam em encontros, como as rodas de choro.

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Clara Félix é uma natalense de coração que aos 36 anos descobriu que a arte morava dentro dela. Foto: Cedida

Desde o início da carreira artística, muita coisa mudou na vida dela. Clara largou o emprego formal para se dedicar unicamente às artes, teve um filho, viajou por novos lugares, conheceu pessoas e acumulou bagagem, que entre choros e sorrisos. Tudo isso culminou na primeira exposição em uma galeria, “Pinceladas de Choro Potiguar”, que está aberta para visitação até o dia 17 de agosto na Galeria Sesc Cidade Alta.

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“Pinceladas de Choro Potiguar” está aberta para visitação até o dia 17 de agosto na Galeria Sesc Cidade Alta. Foto: Cedida

A ideia da exposição surgiu justamente da vivência da artista em rodas de choro, que se tornou frequente pelo fato de seu companheiro ser músico. Concretizar esse projeto também vem de um lugar de choro, seja ele de criança, com o nascimento do filho durante esse processo, seja dela mesma, de alegria por apresentar essas artes de forma presencial, pois quando elas ficaram prontas a pandemia estava em alta, e por isso, precisaram ser mostradas apenas em uma exposição virtual.

Por ser uma artista urbana, as obras de Clara costumam ser exibidas a céu aberto, e realizar o sonho de ter as artes apresentadas em um local como uma galeria é, segundo ela, “uma alegria muito grande”, já que há uma interação mais direta com o público.

O estilo musical que se faz presente nas obras visuais de Clara é o choro, ritmo tradicionalmente popular e brasileiro que recebeu esse nome pelo tom lamentoso das notas musicais. Contudo, choro não é sinônimo de tristeza e pode agregar significados coloridos e alegres, como nas 25 obras da exposição da artista.

Para visitar a exposição na Galeria Sesc Cidade Alta, que conta com um mediador, não é necessário o agendamento prévio e a faixa etária é livre, porém em caso de grupos e escolas, ele deve ser realizado por meio do telefone (84) 3133 0360 de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.