O Rio Grande do Norte encerrou abril de 2026 com saldo negativo na geração de empregos com carteira assinada. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quinta-feira 28, mostram que o Estado perdeu 156 postos de trabalho formais no período, resultado que colocou o RN como o terceiro pior desempenho do país no mês.
O resultado representa uma mudança em relação ao cenário observado em março, quando o Estado registrou saldo positivo de 1.130 vagas formais. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, entretanto, o saldo ainda permanece positivo, com 242 novos empregos gerados. Nesse período, foram contabilizadas 83.142 admissões e 82.900 desligamentos.

Somente em abril, o Rio Grande do Norte registrou 20.089 contratações e 20.245 demissões. Entre os cinco grandes grupos de atividades econômicas analisados pelo Caged, três apresentaram saldo negativo. A agropecuária liderou as perdas, com fechamento de 1.050 vagas, seguida pelo comércio, que perdeu 354 postos de trabalho, e pela indústria, com redução de 152 empregos formais.
Por outro lado, dois setores impediram uma retração ainda maior do mercado de trabalho potiguar. A construção civil encerrou o mês com saldo positivo de 185 vagas, enquanto o setor de serviços criou 1.218 novos postos de trabalho.
Em todo o País, apenas três estados registraram saldo negativo na geração de empregos em abril. Além do Rio Grande do Norte, apresentaram resultado desfavorável Alagoas, com fechamento de 1.505 vagas, e o Rio Grande do Sul, que perdeu 1.396 postos formais.
A comparação com abril de 2025 evidencia a deterioração do desempenho potiguar. Naquele mês, o Estado havia gerado 2.686 empregos com carteira assinada, resultado de 22.687 admissões e 20.001 desligamentos. Na ocasião, quatro dos cinco setores econômicos apresentaram saldo positivo. O destaque foi o segmento de serviços, responsável pela criação de 2.432 vagas. Também registraram crescimento a construção civil, com 440 postos, o comércio, com 217, e a indústria, com 206 empregos. A única exceção foi a agropecuária, que fechou 608 vagas.
No cenário nacional, o Brasil criou 85.888 empregos formais em abril de 2026. O resultado decorreu de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos registrados no período. Com isso, o saldo acumulado do ano chegou a 699.762 vagas, o que representa crescimento de 1,5% em relação ao estoque de empregos existente em dezembro de 2025.
Apesar do resultado positivo, o ritmo de criação de empregos apresentou forte desaceleração em relação ao ano passado. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo de abril foi 63,9% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram abertas 238.216 vagas formais, considerando os dados ajustados, que incluem declarações enviadas fora do prazo pelos empregadores.
Ainda de acordo com a série histórica do Caged, o desempenho de abril de 2026 foi o segundo pior para o mês desde 2020. O resultado só supera o registrado em abril daquele ano, quando o país fechou 981.342 postos de trabalho em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19.
O Ministério do Trabalho informa que, no acumulado dos últimos 12 meses, entre maio de 2025 e abril de 2026, foram criados 1.059.860 empregos formais no Brasil, o equivalente a um crescimento de 2,3% no estoque total de vínculos empregatícios.
Entre os setores econômicos, o maior avanço foi registrado nos serviços, que criaram 69.601 vagas em abril, alta de 0,3%. Em seguida aparecem a construção civil, com saldo positivo de 23.525 postos de trabalho e crescimento de 0,8%, e a indústria, que gerou 9.256 empregos, avanço de 0,1%.
Regionalmente, o Sudeste liderou a geração de empregos formais, com saldo de 44.545 vagas. Na sequência aparecem Nordeste, com 18.714 postos criados, Centro-Oeste, com 10.890, Norte, com 6.651, e Sul, com 4.449 vagas.
Entre os estados, os maiores saldos positivos foram observados em São Paulo, com 20.202 novos empregos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11.741, e Minas Gerais, com 8.991 postos de trabalho.
Empregos no RN em abril de 2026
- Serviços: +1.218
- Construção: +185
- Comércio: -354
- Indústria: -152
- Agropecuária: -1.050
- Saldo total: -156