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Justiça eleitoral

TSE manda suspender canal pró-Lula criado por Janones no WhatsApp até o fim do segundo turno

Decisão de Nunes Marques atende a pedido de Flávio Bolsonaro e vale até o fim do segundo turno; Lula e deputado criticaram a medida
Agora RN
13/10/2026 | 11:17

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou neste domingo 11 a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A medida cautelar atende a um pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e vale até o fim do segundo turno das eleições presidenciais. O canal reunia quase 3 milhões de seguidores.

A decisão também determina que o Facebook, empresa responsável pelo WhatsApp no Brasil, apresente um relatório com todas as mensagens publicadas no canal. A plataforma deverá informar ainda a existência de outros canais criados ou administrados pela conta de Janones desde 5 de outubro.

TSE manda suspender canal pró-Lula criado por Janones no WhatsApp até o fim do segundo turno
Decisão de Nunes Marques atende a pedido de Flávio Bolsonaro e vale até o fim do segundo turno; Lula e deputado criticaram a medida O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou neste domingo 11 a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A medida cautelar atende a um pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e vale até o fim do segundo turno das eleições presidenciais. O canal reunia quase 3 milhões de seguidores. A decisão também determina que o Facebook, empresa responsável pelo WhatsApp no Brasil, apresente um relatório com todas as mensagens publicadas no canal. A plataforma deverá informar ainda a existência de outros canais criados ou administrados pela conta de Janones desde 5 de outubro. O pedido apresentado à Corte solicitava a suspensão do canal em até duas horas e o bloqueio da conta do deputado. Entre os argumentos, foram citados o alcance das publicações e as orientações dadas pelo parlamentar aos seguidores. O canal tinha 2.090.796 seguidores em 7 de outubro e chegou a 2.967.820 na tarde de 9 de outubro. Até o dia 7, as mensagens publicadas somavam 3.582.366 encaminhamentos. O material apresentado ao TSE cita declarações atribuídas a Janones sobre a atuação dos participantes. Entre elas estão “tudo que ele mandar falar de narrativa, vocês vão falar” e “eu consigo controlar a narrativa no país inteiro”, esta última relacionada à mobilização de um milhão de pessoas. Também menciona uma transmissão de 8 de outubro em que o deputado teria usado as expressões “comando único”, “só obedece” e “agir igual um robô”. A decisão cita publicações que associavam Flávio à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, à redução de aposentadorias e ao envolvimento com a milícia. O pedido também mencionava conteúdos sobre cortes em pensões e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de uma alegação de que o candidato teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família. Segundo os argumentos apresentados à Corte, essas afirmações já haviam sido consideradas inverídicas em processos contra o administrador do canal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a suspensão em conversa com jornalistas em São Paulo. Ele afirmou que seus advogados recorrerão à Justiça Eleitoral para pedir explicações e classificou decisões da Corte como “tendenciosas” contra sua candidatura. “Eu acho um absurdo, os nossos advogados vão entrar com um pedido de explicação ao presidente do TSE porque há alguns dias vêm acontecendo decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas participarem do canal. Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano, e deixe as eleições fluírem sem a interferência da Justiça”, declarou. Lula também questionou o tratamento dado às duas campanhas. “Eles têm bloqueado gente nossa e permitido ações dele (Flávio)”, afirmou. Segundo o presidente, a equipe jurídica apresentará um pedido para “equilibrar esse jogo”. Nas redes sociais, Janones repudiou a decisão e afirmou que “se Flávio Bolsonaro for eleito, a censura será instalada”. A mobilização do canal começou após o primeiro turno. Na votação, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Legenda para foto: André Janones criou o canal “Exército do Lula”, suspenso por decisão do TSE até o fim do segundo turno - Foto:

O pedido apresentado à Corte solicitava a suspensão do canal em até duas horas e o bloqueio da conta do deputado. Entre os argumentos, foram citados o alcance das publicações e as orientações dadas pelo parlamentar aos seguidores.

O canal tinha 2.090.796 seguidores em 7 de outubro e chegou a 2.967.820 na tarde de 9 de outubro. Até o dia 7, as mensagens publicadas somavam 3.582.366 encaminhamentos.

O material apresentado ao TSE cita declarações atribuídas a Janones sobre a atuação dos participantes. Entre elas estão “tudo que ele mandar falar de narrativa, vocês vão falar” e “eu consigo controlar a narrativa no país inteiro”, esta última relacionada à mobilização de um milhão de pessoas. Também menciona uma transmissão de 8 de outubro em que o deputado teria usado as expressões “comando único”, “só obedece” e “agir igual um robô”.

A decisão cita publicações que associavam Flávio à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, à redução de aposentadorias e ao envolvimento com a milícia. O pedido também mencionava conteúdos sobre cortes em pensões e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de uma alegação de que o candidato teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família. Segundo os argumentos apresentados à Corte, essas afirmações já haviam sido consideradas inverídicas em processos contra o administrador do canal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a suspensão em conversa com jornalistas em São Paulo. Ele afirmou que seus advogados recorrerão à Justiça Eleitoral para pedir explicações e classificou decisões da Corte como “tendenciosas” contra sua candidatura.

“Eu acho um absurdo, os nossos advogados vão entrar com um pedido de explicação ao presidente do TSE porque há alguns dias vêm acontecendo decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas participarem do canal. Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano, e deixe as eleições fluírem sem a interferência da Justiça”, declarou.

Lula também questionou o tratamento dado às duas campanhas. “Eles têm bloqueado gente nossa e permitido ações dele (Flávio)”, afirmou. Segundo o presidente, a equipe jurídica apresentará um pedido para “equilibrar esse jogo”.

Nas redes sociais, Janones repudiou a decisão e afirmou que “se Flávio Bolsonaro for eleito, a censura será instalada”.

A mobilização do canal começou após o primeiro turno. Na votação, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.