Apesar de o presidente da Câmara Municipal, vereador Franklin Capistrano (PSB) ter garantido ontem (20), em entrevista ao Agora RN, que ainda esse ano vai enviar para votação em plenário o processo que apura o escândalo que ficou conhecido como “Mensalinho”, o vereador Marcos Antônio, alvo da apuração, não se mostra preocupado com o que o julgamento dos vereadores pode resultar.
“Eu estou muito tranquilo e esperando que a Câmara faça jus, inclusive, porque o relatório da Comissão de Ética é categórico em afirmar que não há um elemento de prova contra mim. Então se não há nenhum elemento de prova que me condene, como é que eu vou ser punido por omissão e negligência?”, questiona.

No processo que ficou conhecido como “Mensalinho”, um dos assessores do vereador Marcos Antônio teria sido flagrado arrecadando parte dos salários dos servidores do seu gabinete.
Marcos Antônio espera que a votação por parte dos vereadores não se transforme em um julgamento político, mas técnico.
“Se o relatório for realmente justo, técnico e não político ele vai prezar pela minha inocência e arquivamento do processo, essa é minha perspectiva; não considerarei outro desfecho que não seja o arquivamento”, afirma o parlamentar.
De acordo com o presidente da Comissão de Ética, vereador Joanilson Rêgo (PSDC), a comissão já concluiu o relatório, em que pediu afastamento de 15 dias para Marcos do Psol.
A partir de agora, cabe à Mesa Diretora da Câmara encaminhar o processo para a discussão em plenário. Nessa fase, os vereadores podem concordar ou não com o relatório. “O plenário é soberano e pode agravar a pena ou até arquivar o processo”, explicou Joanilson nesta terça-feira (20).