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Governo Federal

Lula amplia opções para escolha de novo ministro da Casa Civil

Fernando Haddad, Camilo Santana e Gleisi Hoffmann estão entre os nomes cogitados para integrar a equipe do quarto mandato do presidente.
Agora RN
02/11/2026 | 09:27

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ampliar as possibilidades para a escolha do próximo ministro da Casa Civil, segundo informações de fontes próximas ao governo. A pasta é responsável pela articulação entre os ministérios e pela coordenação de ações do governo federal.

Após a vitória nas eleições, a disputa pelo cargo era concentrada nos ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Camilo Santana (PT). Haddad era apontado como favorito antes do pleito, enquanto Camilo ganhou força após entrar no núcleo da campanha durante o segundo turno.

Lula, de terno azul e gravata, fala com as mãos abertas diante de uma mesa com papéis e copo de água, em estúdio de fundo azul
ula avalia diferentes nomes para comandar a Casa Civil em seu quarto mandato. - Foto: Ricardo Stuckert

De acordo com interlocutores, Lula avalia que a escolha de um dos dois para a Casa Civil poderia ser interpretada como uma indicação antecipada de seu sucessor político. O presidente pretende evitar essa discussão neste momento e está disposto a considerar outros nomes.

Entre as possibilidades mencionadas por aliados está a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), que não conseguiu se eleger senadora pelo Paraná e está sem mandato.

Outra discussão envolve a possibilidade de acomodar Haddad e Camilo em outras funções de destaque no governo. Entre as alternativas citadas por auxiliares estão os ministérios da Segurança Pública e da Educação.

A criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o reforço das atribuições federais na área. Já o Ministério da Educação deverá ficar responsável por iniciativas como a ampliação da oferta de escolas em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.

A escolha para a Casa Civil também tem peso político por causa do papel que a pasta desempenhou em governos anteriores. No segundo mandato de Lula, Dilma Rousseff ocupou o cargo entre 2005 e 2010 e ganhou projeção nacional ao coordenar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).