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Proposta
Kátia cobra compensação para Parnamirim por causa da desativação do aeroporto
Vereadora pelo PTC defendeu que, se for confirmado que houve pagamento de propina durante a construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, verba deverá ser ressarcida aos cofres públicos de Parnamirim
Redação
22/07/2019 | 14:47

A vereadora Kátia Pires (PTC), da Câmara Municipal de Parnamirim, defendeu que, se for comprovado que houve desvio de verba pública durante a construção do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, o dinheiro seja ressarcido aos cofres públicos da cidade de Parnamirim. O pagamento seria uma forma de o município ser compensado pela desativação do Aeroporto Internacional Augusto Severo, em 2014.

Segundo o jornal O Globo teve acesso, o dono da empreiteira Engevix e ex-integrante da Inframérica, consórcio que administra o novo terminal da Grande Natal, José Antunes Sobrinho, revelou à Polícia Federal, em acordo de delação premiada, que pagou propina a agentes do governo federal para conseguir a liberação de financiamento junto ao BNDES. O empréstimo serviu para a construção dos aeroportos de São Gonçalo e Brasília. O pagamento indevido teria sido de R$ 480 mil.

Em outro episódio relatado pelo empresário, houve cobrança de propina na construção da área de tanques de combustível nos aeroportos de Brasília e de São Gonçalo. Segundo ele, essas obras foram pagas por um contrato firmado pela Engevix com um grupo de empresas do setor de combustíveis, capitaneado pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

Duas operadoras da BR Distribuidora, então, teriam procurado o empresário avisando que seria necessário superfaturar as obras para haver margem destinada ao pagamento de propina a agentes públicos. Cerca de R$ 2 milhões teriam sido desviados para o pagamento de propina, tendo sido transferidos por meio de contratos fictícios com empresas indicadas pelas operadoras.

“O dinheiro proveniente dessa propina, no final do processo, tem que vir para Parnamirim, já que a gente não vai poder ter o aeroporto de volta”, frisou Kátia, durante pronunciamento na Câmara na semana passada.

A vereadora destacou que Parnamirim foi prejudicada com a construção do aeroporto Aluízio Alves, pois a promessa de que o Rio Grande do Norte ficaria com dois terminais ativos, o de Parnamirim e o de São Gonçalo, não se concretizou. Com a abertura do novo terminal, o aeroporto Augusto Severo foi desativado, o que acarretou perdas econômicas para Parnamirim.

Além disso, Kátia Pires reclama que a instalação de um hub de cargas no novo terminal, o que explicaria a edificação da nova estrutura, também não saiu do papel.

“Uma das justificativas para a instalação do aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo, era que o Governo do Estado estava negociando o hub para aquele aeroporto. O aeroporto nasceu com o objetivo de ser um hub de cargas, e o Augusto Severo seria de passageiros. Na verdade, levamos um calote”, encerrou.

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