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Eleições 2026

Kátia Abreu critica Janja na campanha de Lula: “Quer aparecer ou eleger o marido?”

Coordenadora da campanha no Tocantins defende maior protagonismo de Alckmin e participação de aliados de centro no segundo turno
Agora RN
08/10/2026 | 11:59

A ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tocantins, voltou a criticar o espaço ocupado pela primeira-dama Janja nos atos pela reeleição do presidente. Em entrevista ao jornal O Globo, ela defendeu maior participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e afirmou que a prioridade deve ser conquistar votos.

“Nesta hora, qual é a prioridade: aparecer ou eleger o marido? Para mim, é eleger o Lula”, declarou.

Montagem com Janja à esquerda e Kátia Abreu à direita.
Kátia Abreu criticou o espaço de Janja na campanha de Lula e defendeu maior participação de Geraldo Alckmin — Fotos: Ricardo Stuckert (Janja) e Geraldo Magela/Agência Senado (Kátia Abreu)

As manifestações sucedem uma reunião da campanha realizada na terça-feira 6, em Brasília, na qual Kátia defendeu uma estratégia de “mais Alckmin, menos Janja”. O encontro reuniu integrantes da coordenação para discutir mudanças no segundo turno.

Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, na quarta-feira 7, a ex-senadora confirmou a avaliação feita na reunião. Disse que não esperava a divulgação das declarações, mas que não negaria sua posição.

“A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente. E não querendo desmerecê-la. Ao contrário, querendo enaltecer o vice-presidente Alckmin”, afirmou.

Kátia disse conhecer pouco Janja e não ter nada contra ela. Segundo a ex-senadora, o questionamento diz respeito à estratégia eleitoral e ao resultado da participação da primeira-dama, e não ao gênero ou a uma divergência pessoal.

Na avaliação de Kátia, Alckmin pode contribuir para ampliar o apoio ao presidente em São Paulo, entre empresários e no mercado financeiro. Ela destacou a experiência do vice-presidente e sua capacidade de discutir temas econômicos.

A ex-senadora também elogiou a possibilidade de Alckmin assumir o Ministério da Fazenda, caso Lula decida indicá-lo. A hipótese foi mencionada como uma possibilidade, sem anúncio de nomeação.

Ao tratar da relação com os partidos de centro, Kátia afirmou que o diálogo durante o atual mandato poderia ter sido mais intenso e sofreu uma interrupção. Defendeu que a coordenação da campanha inclua representantes de outras legendas, além do PT, como sinal de abertura aos aliados.

A comunicação do governo também foi alvo de críticas. Para Kátia, as ações nas áreas de saúde e educação não foram apresentadas de maneira eficiente à população. Ela citou programas como Mais Médicos e Mais Especialistas e cobrou maior participação de profissionais de comunicação, pesquisadores e especialistas em estratégia eleitoral.

Após a repercussão das críticas, a assessoria de Janja informou que a primeira-dama continuará participando da campanha e que sua atuação tem o respaldo de Lula.