O ator José de Abreu cobrou que colegas de profissão se posicionem durante o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele mencionou Selton Mello, Danton Mello, Giovanna Antonelli e Carolina Dieckmann.
O ator afirmou que havia chegado em casa por volta das 23h30, depois de um dia de trabalho, quando decidiu gravar a manifestação. Ele disse estar “perplexo” com artistas que, segundo sua avaliação, ainda relutam em se pronunciar contra o que classificou como avanço do fascismo no Brasil.

“Não é possível que uma pessoa como o Selton Mello, que faz um filme a respeito da ditadura, Ainda Estou Aqui, não tenha se pronunciado. Giovanna Antonelli, cadê? Cadê a Carolina Dieckmann? Cadê esse pessoal? O Danton?”, questionou.
A manifestação ocorre durante a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). José de Abreu apoia publicamente o candidato do PT.
No vídeo, Abreu afirmou que os colegas não precisariam declarar apoio a Lula ou ao PT para participar do debate. Segundo ele, a cobrança era por uma manifestação sobre o risco político que enxerga no país.
“Não precisa falar de eleição, não precisa falar de Lula, não precisa falar de PT. Falem sobre o que vocês acham do fascismo que está querendo tomar conta do país”, declarou. O ator também pediu que os artistas deixassem de se omitir.
Abreu citou Ana Paula Renault e Anitta como exemplos de personalidades que se posicionaram sem concentrar suas falas em partidos. “Eu não me conformo com isso”, afirmou.
Selton Mello interpretou o ex-deputado federal Rubens Paiva no filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles. A produção, lançada em 2024, conta a história da família do parlamentar, assassinado durante a ditadura militar.
Até a publicação desta matéria, os atores citados não haviam se manifestado sobre a cobrança de José de Abreu.