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Pronunciamento

‘Inquisição no STF contra a direita começa a ser desmontada’, afirma Coronel Azevedo

Deputado cita decisões envolvendo aliados de Jair Bolsonaro e associa o resultado eleitoral a uma mudança de postura no Supremo
Agora RN
07/10/2026 | 22:55

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) exaltou o crescimento eleitoral da direita e afirmou, nesta quarta-feira 7, que decisões envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indicam uma mudança de postura no Supremo Tribunal Federal (STF). Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o parlamentar — reeleito para o cargo com a maior votação da história do RN para a Assembleia (105 mil votos) — associou esse movimento ao resultado do primeiro turno e à vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.

“A inquisição instalada permanentemente no Supremo Tribunal Federal, contra as vozes da direita, parece que começa a ser desmontada”, declarou. O parlamentar também afirmou que “alguns ministros perceberam que a maioria da população está prestando atenção e sabe o que eles fizeram e estão fazendo”.

Coronel Azevedo discursa na Assembleia Legislativa do RN
Dep. estadual Coronel Azevedo (PL) — Foto: João Gilberto/ALRN

Azevedo destacou o desempenho do PL na eleição para o Senado e apresentou Bolsonaro como “o maior vencedor das eleições”. Ao citar decisões judiciais envolvendo integrantes do campo político, afirmou: “O efeito disso foi imediato”. Para o deputado, “o Brasil começa a mudar a partir dos resultados das eleições do primeiro turno”.

Entre os casos mencionados, está o de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom. Na terça-feira 6, o ministro Alexandre de Moraes autorizou sua progressão ao regime semiaberto. Condenada a 14 anos pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ela obteve redução de 212 dias da pena por trabalho, leitura e aprovação no Enem. A decisão acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o cumprimento dos requisitos para a progressão.

O parlamentar também citou o arquivamento da investigação contra Marcos do Val, Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ed Raposo, suspeitos de obstrução da Justiça e intimidação de policiais federais. Embora divulgado após a eleição, o arquivamento foi determinado por Moraes em 4 de setembro, antes do primeiro turno. A PGR considerou insuficientes as provas para enquadrar as condutas nos crimes apontados pela Polícia Federal.

Outro episódio mencionado foi o caso de Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio. Na terça-feira 6, Gilmar Mendes arquivou uma representação da PF que buscava investigar uma acusação de estupro. Segundo o STF, a decisão acolheu parecer da PGR, que apontou ausência de elementos suficientes para confirmar os supostos crimes e identificar as pessoas diretamente envolvidas.

No encerramento, Azevedo defendeu a libertação de Bolsonaro e voltou a acusar o Judiciário de perseguição. “Ele será libertado rapidamente para que o Brasil volte a ter alegria, respeito cívico e respeito à normalidade democrática”, afirmou.