A crítica política foi substituída pelo uso calculado da desinformação para conquistar curtidas e votos. É o que denuncia o deputado estadual Francisco do PT, ao reagir a uma série de ataques contra a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT). Segundo ele, a oposição tem recorrido de forma sistemática a “meias verdades”, falas descontextualizadas e fake news para confundir a população e transformar o parlamento em palanque eleitoral antecipado.
“Vivemos hoje no Brasil e no mundo um período muito conturbado do debate político. Algumas pessoas aprenderam que dizer meias verdades ou propagar a desinformação dá voto. E é verdade”, afirmou Francisco em um discurso contundente na Assembleia Legislativa nesta semana.

“Basta alguém fazer um discurso de cinco minutos e tirar 30 segundos e jogar para as redes sociais. E aquilo vai ser verdade”, acrescentou ele, que é líder do governo na Assembleia.
O deputado diz que, ao contrário do que exige o debate democrático, agora cabe aos que falam a verdade o ônus da prova. “O absurdo é que nós que defendemos a verdade como base da democracia temos que provar que estamos falando a verdade, enquanto quem mente não precisa provar nada”, criticou.
As declarações de Francisco do PT vieram na esteira de críticas dirigidas por parlamentares da oposição à governadora Fátima Bezerra e à condução de temas como saúde pública, arrecadação fiscal, educação e a construção do Hospital Metropolitano. Ele acusou os adversários de atuarem com base em manipulações e ignorância proposital. “A mentira, a fake news e a desinformação estão ganhando forma e fazendo com que as pessoas, muitas vezes, sejam desinformadas ao invés de obterem informações adequadas.”
No caso da construção do Hospital Metropolitano, Francisco rebateu as acusações de irregularidades com veemência. “Dizem que o TCU encontrou fraude. Mas a decisão fala em indícios. Indício não é prova.
O Estado vai se defender. O que há é uma licitação suspensa, não uma condenação.” Ele também rebateu o apelido dado por opositores ao hospital. “Chamam de ‘hospital do PT’ por puro despeito. Foi preciso Lula voltar para garantir os R$ 200 milhões. Quem teve quatro anos de governo não conseguiu trazer hospital nenhum.”
Ao comentar as dificuldades enfrentadas pela saúde pública estadual, o deputado insistiu que a responsabilidade é compartilhada e que o debate tem sido propositalmente distorcido. “A saúde neste país é tripartite. Significa que municípios, estados e União têm responsabilidade. Mas aqui querem imputar tudo ao Governo do Estado. E o que me entristece é ver parlamentares que sabem disso fazendo de conta que não sabem”, disse.
Francisco criticou ainda o uso de situações pontuais e recortes de crises para generalizar a gestão como um todo. “A mentira tem perna curta. E a verdade tem vida longa. É por isso que a gente está aqui, para enfrentar a mentira com fatos, com números e com responsabilidade.”
O deputado acrescentou que os ataques não são apenas à governadora, mas à própria lógica democrática. “É lamentável que o bom debate político esteja sendo substituído por campanhas rasteiras. Precisamos retomar a política como instrumento de transformação verdadeira da vida das pessoas.”
“Fake news tomou o lugar do debate qualificado”, afirma Francisco do PT
O deputado Francisco do PT fez um alerta sobre o novo padrão de atuação política dentro e fora da Assembleia Legislativa do RN: a substituição da crítica embasada por desinformação intencional. “O bom embate está sendo deixado de lado. A mentira, a desinformação e a fake news estão fazendo com que muitas pessoas sejam manipuladas. Isso é perigoso demais para a democracia”, afirmou.
Durante sessão em que parlamentares da oposição subiram o tom contra o governo Fátima Bezerra, Francisco interveio para defender a gestão, em especial nos temas ligados à saúde pública. Segundo ele, os ataques se baseiam em versões deturpadas dos fatos com o objetivo de “desgastar o governo e ganhar curtidas nas redes sociais”.
Um dos exemplos, segundo ele, é a acusação de que o governo teria “enterrado” a Lei de Promoção de Praças (LPP), referente às promoções na Polícia Militar. Francisco explicou que o Ministério Público questionou judicialmente a constitucionalidade de trechos da lei e que o governo vem buscando, desde então, uma solução jurídica com as associações de classe.
“O que se quer é resolver com segurança jurídica, e não fazer estardalhaço político”, afirmou.
Ainda segundo o deputado estadual, os opositores “torcem contra” o projeto do Hospital Metropolitano apenas porque ele foi viabilizado por Fátima e pelo presidente Lula. “É puro incômodo de quem passou quatro anos no poder e não trouxe hospital nenhum para o Estado”, disse.
Francisco também rebateu o discurso de que o governo tem culpa exclusiva por problemas em unidades de saúde. Segundo ele, a responsabilidade da saúde no Brasil é compartilhada entre estados, municípios e União. “Se a UPA de um município não funciona, por que ninguém fala disso aqui?”, questionou. E complementou: “Criticar quem está no governo é legítimo. O que não pode é fazer isso com base em mentira.”
Em tom direto, o deputado sugeriu que parte da oposição tem usado o plenário como plataforma de campanha. “Em vez de construir soluções, preferem lançar frases para redes sociais e fake news para confundir. Mas nós vamos enfrentar isso com dados, com serenidade e com firmeza.”