BUSCAR
BUSCAR
Eleições 2026

Allyson acusa uso da máquina do Estado na eleição: “Moeu esta semana, eu vi”

Candidato do União não detalha ações que teriam favorecido Cadu de Lula, associa votação da oposição ao desejo de mudança e anuncia diálogo com prefeitos e lideranças para ampliar apoios no segundo turno
Agora RN
05/10/2026 | 21:27

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson (União) acusou o atual comando do governo estadual de usar a máquina para influenciar na eleição, favorecendo o candidato Cadu de Lula (PT). O ex-prefeito de Mossoró deu a declaração ao avaliar o resultado das urnas, que segundo ele evidenciaram o desejo da maioria do eleitorado por mudança.

“Mais de 60% do Estado foi contra a máquina do Estado, que moeu, moeu nesta semana. Eu vi”, afirmou nesta segunda-feira 5. Na declaração, Allyson não especificou quais órgãos, agentes públicos ou ações estariam envolvidos na acusação.

Allyson Bezerra fala com jornalistas durante comemoração eleitoral
Candidato ao Governo do RN, Allyson terminou o primeiro turno com vantagem de 15 mil votos sobre Cadu de Lula — Foto: Reprodução

Com todas as urnas apuradas, Allyson recebeu 733.809 votos, equivalentes a 36,94% dos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu principal adversário foi Cadu de Lula, que obteve 718.300 votos, ou 36,16%. A diferença entre os dois foi de 15.509 votos, correspondente a 0,78 ponto percentual. Os dois vão disputar o segundo turno da eleição em 25 de outubro. ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) ficou em terceiro lugar, com 530.580 votos e 26,71%, encerrando sua participação na disputa pelo governo.

Ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu tem o apoio da governadora Fátima Bezerra (PT) — que reiterou ao longo do 1º turno seu envolvimento direto na campanha do aliado.

Logo após ser confirmado no segundo turno, ainda no domingo 4, Allyson enfatizou o fato dos dois candidatos de oposição — ele e Álvaro Dias — terem totalizado 63,65% dos votos válidos. “O Estado quer mudança. Mais de 60% do Rio Grande do Norte disse que quer mudar. Mais de 60% disseram que não aceita a forma como o Estado está sendo administrado. Então, essa resposta que o RN deu hoje foi muito clara”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de conversar com líderes da direita bolsonarista e com o senador Rogério Marinho (PL), líder do grupo no RN, Allyson disse apenas que manterá o projeto apresentado durante a campanha. Defendeu colocar o Rio Grande do Norte acima de ideologias, partidos e posições políticas e não anunciou tentativa de acordo com o senador. Ao longo do 1º turno, Allyson buscou distância da polarização entre esquerda e direita.

“O que nós vamos fazer agora é conversar, é dialogar com amigos prefeitos que não nos apoiaram”, declarou. A intenção, segundo ele, é procurar também lideranças com mandato, candidatos que foram eleitos, outros que não conseguiram se eleger e representantes políticos sem mandato.

Allyson afirmou que pretende conduzir a nova etapa da disputa com humildade. “Vamos fazer um processo de disputa agora muito claro, muito pé no chão, com muita humildade”, disse.

O candidato também prometeu ampliar a mobilização em relação ao primeiro turno. Ao avaliar o trabalho realizado desde o início da campanha, em 16 de agosto deste ano, afirmou estar mais animado para percorrer o Estado e buscar novos apoios. “Nós vamos trabalhar muito mais, muito mais, porque eu sei que a gente está com muito mais força agora”, declarou.