Allyson Bezerra (União Brasil) afirmou que vai conversar com prefeitos e lideranças políticas que não apoiaram sua candidatura no primeiro turno da eleição para o governo do Rio Grande do Norte. Questionado sobre a possibilidade de diálogo com a direita bolsonarista e com o senador Rogério Marinho (PL), o candidato disse que manterá o projeto apresentado durante a campanha.
“O que nós vamos fazer agora, natural, é conversar, é dialogar com amigos prefeitos que não nos apoiaram e os seus motivos, com lideranças de mandatos que foram eleitas, outros que não foram eleitos ou outros que não têm mandato”, declarou.

Allyson afirmou que as conversas serão conduzidas com clareza e humildade. Ao responder à pergunta sobre possíveis aproximações políticas, defendeu colocar os interesses do estado acima de ideologias, partidos e posições políticas, sem anunciar um acordo com as lideranças mencionadas.
O candidato também interpretou o resultado do primeiro turno como uma manifestação por mudança na administração estadual. Segundo ele, mais de 60% dos eleitores expressaram essa posição. “Então, mais de 60% do povo diz que quer mudança”, afirmou.
Allyson disse que pretende ampliar o ritmo de atividades nesta etapa da disputa. Na declaração, mencionou as agendas realizadas desde o início do ano e a campanha iniciada em 16 de agosto, nas Rocas, em Natal, com encerramento do primeiro turno também na capital.
“Nós vamos trabalhar muito mais, muito mais, porque eu sei que a gente está com muito mais força agora”, declarou.
Allyson disputará o segundo turno com Cadu de Lula (PT) no dia 25 de outubro. Com todas as seções apuradas, o candidato do União Brasil recebeu 733.809 votos, correspondentes a 36,94% dos votos válidos. Cadu obteve 718.300 votos, ou 36,16%. A diferença entre os dois foi de 15.509 votos.