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Justiça Federal
Tenente-coronel da PM do RN é apontado como chefe de contrabando de cigarros
Operação Níquel, deflagrada na manhã desta terça-feira, 14, determinou a prisão de sete pessoas no Estado
Redação
14/01/2020 | 15:29

O tenente-coronel da Polícia Militar potiguar, André Luis Fernandes da Fonseca, é apontado pela Justiça Federal como chefe de uma organização criminosa especializada em contrabando de cigarros. O oficial foi preso na manhã desta terça-feira, 14, no âmbito da operação Níquel, deflagrada pela Polícia Federal.

As informações são da Justiça Federal, que expediu mandado de prisão contra o tenente-coronel e outras seis pessoas – entre elas outros três policiais militares, todos praças.

Além disso, a Justiça também determinou o bloqueio de valores que somam R$ 16.185.368,00.

De acordo com o juiz Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª Vara Federal, que determinou a prisão dos envolvidos na operação, o coronel Fernandes “exercia função de liderança na organização e desempenhava comandos sobre os demais integrantes do grupo”. Ainda segundo o magistrado, há suspeitas de que o oficial contaria com ajuda da Polícia Rodoviária Federal.

“O tenente-coronel da Polícia Militar, André Luis Fernando da Fonseca, exerce função de liderança na organização investigada, possuindo domínio sobre as atividades operacionais e financeiras, bem como desempenha comando sobre os demais integrantes do grupo”, escreveu o juiz federal.

“Ademais, foram trazidos à investigação dados de que André Luis Fernandes comanda ações para a garantia da continuidade das operações do grupo, como blindagem de eventuais intervenções policiais, havendo suspeitas, inclusive, de que ele conta com a ajuda de integrante da Polícia Rodoviária Federal lotado neste Estado para viabilizar o escoamento do produto, tamanha a facilidade no transporte das mercadorias”, acrescentou.

Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar informou que “diante das prisões efetuadas pela Polícia Federal, o Comando Geral da PM determinou a instauração imediata de processo administrativo para apuração dos fatos” e que é “comprometida com a legalidade e dignidade da pessoa humana”.

Polícia Rodoviária Federal

A Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte também se manifestou por meio de uma nota, informando que tomou ciência, pela imprensa, de possível envolvimento de policial com a quadrilha presa pela Polícia Federal na “Operação Níquel”.

Informamos, ainda, que as providências disciplinares cabíveis já estão sendo adotadas pela Corregedoria Regional e que a PRF estará à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal para prestar informações e apoio necessários. Mais uma vez, há de se ressaltar o empenho das Corregedorias Regionais na investigação e acompanhamento de todas as denúncias de irregularidades comunicadas diretamente ou através de qualquer meio de comunicação com a Instituição. Tais condutas nunca serão aceitas e sempre serão combatidas por todos os servidores que engrandecem a PRF com suas ações e comportamentos honestos e comprometidos com a missão institucional“.

Entenda o caso

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 14, a operação “Níquel”, com objetivo de desarticular uma organização criminosa armada, que se vale da participação de policiais militares para a prática de contrabando de cigarros e outras mercadorias estrangeiras.

O grupo agia no Rio Grande do Norte, estados vizinhos e no exterior, desde o ano de 2001.

A operação contou com a participação de 130 policiais federais, para fins de cumprimento de 7 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal (RN), São Paulo (SP) e Abaetetuba (PA).

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