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Escola

Professora é afastada após esfregar prova no rosto de aluno em BH

Estudante de 8 anos foi transferido de turma após episódio registrado por câmera de segurança em escola estadual
Agora RN
21/09/2026 | 15:43

Uma professora foi afastada das atividades em sala de aula após ser flagrada esfregando uma prova corrigida no rosto de um aluno de 8 anos em uma escola estadual de Belo Horizonte. O episódio ocorreu na quinta-feira 17, na Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, na Região Norte da capital mineira.

Imagens das câmeras de segurança da sala registraram o momento em que a professora entregava as avaliações aos estudantes do 3º ano do ensino fundamental. Em seguida, ela se aproximou da carteira do menino e passou a folha pelo rosto dele diante dos colegas.

Imagem de câmera de segurança mostra professora próxima a um aluno dentro de uma sala de aula
Uma professora foi afastada da sala de aula após ser flagrada esfregando uma prova corrigida no rosto de um aluno de 8 anos, em Belo Horizonte - Foto: Reprodução

Após o episódio, a família procurou a direção da escola e registrou uma queixa. O estudante foi transferido para outra turma, que passou a ficar sob responsabilidade de uma nova professora.

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais confirmou o afastamento da professora das atividades em sala e informou que não compactua com desvios de conduta no ambiente escolar. A Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C abriu um Processo Administrativo Simplificado (PAS) para apurar as circunstâncias do caso.

O procedimento deverá analisar a conduta da servidora, garantindo o direito de defesa durante a apuração. A Secretaria informou que o Núcleo de Atendimento Educacional também foi acionado para oferecer suporte psicológico e pedagógico ao estudante.

Segundo a mãe do aluno, Leilane Braga, a escola já havia relatado que o menino apresentava inquietação durante as aulas. Ela afirmou, no entanto, que o filho tem facilidade para aprender e mantém boas notas.

A direção da escola registrou o relato da família em ata, e o caso seguirá em análise pela Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C. A investigação administrativa deverá reunir as informações sobre o episódio antes de qualquer conclusão sobre eventual responsabilidade da professora.