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Investigação

Preso na Paraíba afirma ter cometido mais de 60 homicídios

Francisco Miguel Neto, de 41 anos, citou crimes em diferentes estados e mencionou Natal e Marcelino Vieira; polícia ainda apura as declarações
Agora RN
30/09/2026 | 16:22

Um homem de 41 anos, identificado como Francisco Miguel Neto, afirmou às autoridades ter cometido mais de 60 homicídios em diferentes estados do Nordeste. Ele foi preso no último fim de semana, em Bom Sucesso, no Sertão da Paraíba, durante o cumprimento de dois mandados de prisão relacionados a outros crimes.

Segundo a Polícia Militar da Paraíba, Francisco relatou os supostos homicídios durante o deslocamento para a delegacia e também na unidade policial de Catolé do Rocha. Entre os estados mencionados por ele estão Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte.

Homem aparece diante de painel com identificação visual da Polícia Civil da Paraíba
Homem de 41 anos foi preso em Bom Sucesso, no Sertão da Paraíba, e afirmou ter cometido mais de 60 homicídios - Foto: Reprodução

No RN, o homem teria citado possíveis crimes nas cidades de Natal e Marcelino Vieira. As informações ainda são verificadas pelas autoridades e, até o momento, não há confirmação de que Francisco tenha participação nos homicídios mencionados.

A Polícia Militar informou que a Polícia Civil da Bahia já havia relacionado o nome do homem a uma investigação sobre o desaparecimento de quatro pessoas ocorrido entre fevereiro e abril de 2025, em Ibotirama, na Bahia. Durante as apurações, foram encontrados corpos e uma criança foi localizada viva, segundo informações divulgadas pela corporação.

Uma mulher relacionada a esse caso continua desaparecida. Outros dois homens também são apontados pelas autoridades como possíveis envolvidos nos crimes investigados na Bahia.

A prisão de Francisco, no entanto, ocorreu em razão dos mandados existentes por outros crimes. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, as suspeitas de homicídios relatadas pelo homem são investigadas pelas autoridades da Bahia.

As declarações sobre os mais de 60 homicídios ainda precisam ser confrontadas com registros de ocorrências, investigações e outras provas. Francisco permanece preso na Paraíba e, até o momento, não há previsão de transferência para outro estado.