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Formação
Policiais penais participam de treinamento com cães
O curso técnico deve durar 20 dias com 15 horas de aulas diárias
Redação
14/12/2019 | 09:30

O 2º Curso de Cinotecnia em Ambiente Prisional, promovido pela Secretaria da Administração Penitenciária do RN (Seap), está treinando há 11 dias 23 agentes de segurança, a maioria policiais penais potiguares. A rotina consiste em mais de 15 horas de treinamento diário, onde homens, mulheres e os cães de trabalho são levados ao limite. Dos 33 agentes inscritos, 10 já pediram desligamento do curso.

O coordenador do Curso, policial penal José Carlos, explica que os alunos foram selecionados depois de Teste de Aptidão Física (TAF) e Teste de Aptidão com Cães (TAC). Desde então, eles estão em treinamento intensivo, de domingo a domingo, dormindo na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), sede do Grupo Penitenciário de Operações com Cães (GPOC). “São 20 dias corridos. É um curso técnico muito difícil e puxado”, disse. As aulas acontecem nas unidades penais da Grande Natal e fazem parte do programa de capacitação de servidores.

Ao todo, participam 14 policiais penais do RN, 1 policial penal do Acre, 1 policial militar do Choque do Ceará, 1 policial militar do Bope da Paraíba, 1 guarda municipal de Natal, 2 agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e 3 policiais civis, sendo um do Ceará e dois do RN. Dos 23 alunos, 4 são mulheres. O curso é ministrado por 15 policiais penais do RN e conta com a colaboração dos instrutores Volnei Vasconcelos e Jonas Gabriel, do Sistema Prisional de Santa Catarina, e do guarda municipal Polesi, de São Paulo.

O instrutor Volnei Vasconcelos ministrará o treinamento de faro e detecção. “Trabalhamos em Santa Catarina o cão para achar drogas, armas, explosivos e dispositivos eletrônicos”, disse. Ele trouxe na bagagem o ScentLogix-k9, um kit de assinatura de odor para treinamento dos cães na detecção de substâncias ilícitas e perigosas. “Recebemos no Brasil o primeiro kit com material para o odor do celular”, explicou. No curso são utilizados cinco cães da Seap e 8 cães de alunos de outros estados. “Trazer o próprio cão facilita no manejo”, explicou José Carlos.

Além do treinamento de procedimentos de segurança para embarque e desembarque de aeronave, realizado com a participação da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), foram concluídos os módulos de patrulhamento urbano com cães; condução e travessia de vias pluviais; procedimentos de segurança na condução de cães em ambiente prisional; guarda e proteção; faro e detecção; entre outros. Na próxima semana, os alunos farão rapel com cães; busca e resgate; além de tiro tático com cães.

O diretor do GPOC, André Peterson, disse que o treinamento com o uso do helicóptero capacitou os policiais penais nos protocolos de segurança e operacionais para o transporte dos profissionais e cães em operações aéreas. O curso vai capacitar agentes penitenciários e operadores da segurança pública para atuar com o auxílio de cães de trabalho nas diversas modalidades de controle, segurança interna e externa, bem como, proporcionar informações e conhecimentos de anatomia, sistemas de treinamento, comportamento canino, fisiologia, cinocultura, entre outros necessários à implantação e a manutenção do emprego de cães nas unidades do Sistema Penitenciário.

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