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Ação
Operação no Passo da Pátria prende criminosos chefiados por detento no RJ
Para alertar os comparsas da presença da PM, criminosos soltaram fogos de artifício; pelo menos três pessoas foram presas durante a ação
Redação
30/07/2019 | 09:01

Uma operação que busca apurar uma série de crimes cometidos em Natal ordenados por um chefe de facção, que está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e pela Polícia Militar (PM) na manhã desta terça-feira, 30, na comunidade do Passo da Pátria.

Os policiais chegaram no local para cumprir os mandados por volta das 5h. Para alertar os comparsas da presença da PM, criminosos soltaram fogos de artifício. Pelo menos três pessoas foram presas durante a ação. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão na comunidade.

De acordo com as investigações do MPRN, os crimes foram ordenados por Wildson Alves da Silveira, também conhecido como Binho Beque, ou Leão, que está preso em Bangu desde maio de 2017. Ele é fugitivo da cadeia pública Raimundo Nonato Fernandes, em Natal, e é apontado como um dos chefes de uma facção criminosa que surgiu dentro de unidades prisionais potiguares.

Wildson Alves é condenado pelos crimes de homicídio, estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e posse irregular de arma de fogo e munição, e responde ainda por associação criminosa, roubo e tráfico de drogas, entre outros. Entre os crimes atribuídos a ele, está o assassinato de Romário Costa da Silva, que ocorreu em 21 de novembro de 2016. Segundo as investigações, Wildson o executou pelo fato dele estar drogado e atirando no Passo da Pátria. Na condição de chefe da facção criminosa que atua na comunidade, ele o sentenciou e o matou no local.

As investigações que tiveram o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), apontam que, com o uso de um aparelho de telefone celular, Wildson seguia no comando da facção criminosa potiguar de dentro do Complexo Penitenciário de Bangu.

O criminoso também chegou a ordenar ataques a viaturas da PM em caso de os policiais entrarem no Passo da Pátria para fazer patrulhamento e também sugeriu aos subordinados a instalação de câmeras de segurança nas entradas da comunidade para que pudessem controlar o acesso e a saída do local por videomonitoramento. Outra ordem dada pelo chefe aos demais integrantes da facção foi que eles passassem a promover eventos e shows na comunidade com o objetivo de aumentar o caixa do crime.

A Justiça do Rio Grande do Norte já ordenou que o chefe da facção seja transferido para o Rio Grande do Norte com o intuito de que sejam cumpridas as sentenças pelas quais é condenado. Essa realocação ainda não tem data para ser realizada e depende de iniciativa da Secretaria da Administração Penitenciária do RN (Seap).

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