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Operação Disco de Ouro

Cantor Alexandre Pires é alvo de buscas em operação da PF

Cantor está entre os investigados na segunda fase da Operação Disco de Ouro, que apura lavagem de dinheiro e crimes relacionados ao garimpo ilegal
Agora RN
23/09/2026 | 15:46

O cantor Alexandre Pires foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quarta-feira 23, durante a segunda fase da Operação Disco de Ouro. A investigação apura um grupo suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros crimes relacionados à comercialização e exportação de minério.

As buscas ocorreram em endereços ligados ao cantor em Uberlândia, Minas Gerais. Além de Alexandre Pires, também são alvos das medidas os empresários Matheus Possebon e Diego Possebon. Ao todo, a PF cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal.

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Alexandre Pires foi alvo de buscas da Polícia Federal na segunda fase da Operação Disco de Ouro - Foto: Reprodução / Genios.com

Segundo a Polícia Federal, a organização investigada teria movimentado e ocultado mais de US$ 48 milhões por meio de empresas no Brasil e no exterior, operações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira.

A investigação também apura a utilização de documentação ideologicamente falsa para dar aparência de regularidade a determinadas operações relacionadas à cadeia de comercialização e exportação de minério.

O grupo é investigado ainda por suspeita de envolvimento com a extração e comercialização ilegal de cassiterita retirada da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

A Operação Disco de Ouro teve a primeira fase deflagrada em dezembro de 2023. Na ocasião, Alexandre Pires também foi alvo de buscas durante um cruzeiro no litoral de São Paulo, onde realizava apresentações. O celular do cantor foi apreendido pelos agentes.

Na nova etapa, a PF investiga novamente possíveis relações financeiras entre o artista e pessoas ligadas ao esquema. Segundo a Folha, uma empresa de Alexandre Pires teria recebido R$ 2,5 milhões de uma operação investigada pela corporação. A defesa do cantor nega participação em crimes.

A defesa de Alexandre Pires afirmou que a relação profissional do cantor com Matheus Possebon se limitava à intermediação da venda de shows.

Segundo os advogados, não houve outra relação jurídica ou comercial entre os dois e eventuais fatos investigados pela PF fora desse contexto seriam relacionados a atos atribuídos ao empresário. A defesa declarou ainda que o cantor aguarda o esclarecimento dos fatos.

Nesta segunda fase da operação, não há mandado de prisão contra Alexandre Pires. As medidas determinadas pela Justiça têm como objetivo reunir provas, interromper as atividades investigadas e buscar ativos que possam estar relacionados aos fatos apurados.