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Violência

Mulher denuncia ex-companheiro por espancamento e ameaças de morte após audiência de custódia

Vítima afirma que suspeito entrou na casa com cópia da chave, a agrediu com socos e chutes e fez ameaças; ela mudou de endereço e aguarda medidas protetivas
Agora RN
21/10/2026 | 09:10

Uma mulher denunciou ter sido espancada e ameaçada de morte pelo ex-companheiro após comparecer à audiência de custódia dele. Segundo a vítima, o homem entrou na residência dela com uma cópia da chave, puxou seus cabelos, a jogou no chão e pisou em seu rosto. Ela precisou de atendimento hospitalar, registrou um boletim de ocorrência e mudou de endereço por medo de novas agressões.

“Ele disse: ‘É agora que eu vou lhe matar’. Aí puxou meu cabelo, me jogava no chão. Sentou em cima de mim, dava de bofete na minha cara. Ele se levantava, me chutava, pisava na minha cara”, afirmou.

Mulher denuncia ex-companheiro por espancamento e ameaças de morte após audiência de custódia
Mulher registrou boletim de ocorrência, mudou de endereço e aguarda medidas protetivas após denunciar agressões e ameaças do ex-companheiro - Foto: Reprodução/ TV Ponta Negra

A mulher contou que, antes desse episódio, o ex-companheiro havia sido preso após outra agressão. Na ocasião, segundo ela, ele lhe deu um soco na cabeça, e ela reagiu com um punhal. “Quando ele me deu o soco, eu peguei o punhal e furei ele. Aí ele saiu correndo e eu saí correndo com meu filho.”

Ela disse que agiu para se defender e que já havia sofrido outras agressões durante o relacionamento. “Minha defesa, porque eu já estava cansada de apanhar. Até porque, anos atrás, ele já tinha me dado uma facada na cabeça.”

Depois de deixar o filho na casa da mãe, a mulher encontrou o ex-companheiro, que pediu ajuda para chegar a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ela o levou à unidade. Conforme a vítima, ao receber atendimento, ele afirmou que havia sido ferido em um assalto.

“Aí eu disse: ‘Não, fui eu. Eu fui me defender dele porque ele me bateu’. Aí esperei a polícia”, contou.

A mulher afirmou que explicou o ocorrido aos policiais, foi encaminhada a uma delegacia de plantão e passou por exames no Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). Segundo ela, o ex-companheiro ficou preso, enquanto ela foi liberada.

Ainda conforme a vítima, ele pediu que ela comprasse medicamentos, os entregasse no local onde estava detido e comparecesse à audiência de custódia no dia seguinte. Ela contou que pegou a motocicleta dele e chamou um amigo para acompanhá-la na entrega dos remédios.

Após a entrega, os dois foram à praia e a um bar. Depois, ela voltou para casa, onde o amigo também dormiu. “É apenas amigo, nada mais”, afirmou. No dia seguinte, compareceu à audiência. “Eu achei que ele ia ficar preso.”

Ao retornar à residência, a mulher percebeu objetos fora do lugar e suspeitou que o ex-companheiro tivesse entrado. Segundo ela, o homem tinha uma cópia da chave e apareceu quando ela tentava sair, fechando o portão. Na sequência, começaram as agressões.

“Eu só sei que, no final, ele dizia: ‘Eu vou lhe matar, eu vou lhe matar, eu vou lhe matar’”, declarou.

A vítima aguarda medidas protetivas e afirma que o ex-companheiro continua solto. Mesmo após mudar de endereço e formalizar a denúncia, ela teme ser morta.

“Ele nunca chegou a me bater desse jeito. Então, para ele chegar a me bater desse jeito, ele tem a capacidade, sim, de me matar.”

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