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Justiça

Trump retoma ofensiva contra cidadania por nascimento após vitória na Suprema Corte

Com aval do tribunal, presidente diz que voltará a implementar políticas bloqueadas e pretende levar adiante o fim da cidadania automática para filhos de imigrantes
Agora RN
27/06/2025 | 14:59

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta sexta-feira 27, a decisão da Suprema Corte que limitou o alcance das decisões de juízes federais de primeira instância, impedindo-os de suspender nacionalmente ordens executivas do presidente. Com o novo entendimento, o tribunal também autorizou a retomada do processo para barrar o direito de cidadania por nascimento em algumas regiões do país.

Durante coletiva de imprensa, Trump classificou a decisão como uma vitória “monumental” para a Constituição e afirmou que a medida reforça os princípios de separação de poderes e do Estado de direito. Segundo ele, a limitação das chamadas liminares nacionais impede que “juízes da esquerda radical” anulem políticas do Executivo eleitas com respaldo popular.

TRUMP
Vitória judicial permite ao governo retomar medidas suspensas por liminares nacionais; decisão reacende debate sobre reinterpretação da 14ª Emenda. | Foto: Reprodução

O republicano criticou o que chamou de “abuso de poder” por parte de juízes que suspendiam medidas presidenciais em todo o país, alegando que esse mecanismo não existia até as últimas décadas e que seu governo foi o mais atingido por esse tipo de decisão. “Fomos atingidos com mais liminares nacionais do que foram emitidas em todo o século 20 somado”, disse.

Com o novo entendimento da Corte, Trump pretende retomar medidas anteriormente suspensas, como a ordem executiva que encerra o direito à cidadania americana para pessoas nascidas no país, mas cujos pais não tenham status legal. A Suprema Corte autorizou a vigência da medida em partes dos Estados Unidos, mesmo enquanto ações judiciais sobre sua legalidade continuam tramitando em outros estados. A decisão foi tomada por 6 votos a 3.

A ordem executiva que reinterpreta a 14ª Emenda da Constituição foi assinada por Trump em 20 de janeiro, mas sofreu contestações de 22 estados e havia sido barrada por decisões de juízes federais. Para o presidente, o dispositivo constitucional “foi criado para os filhos de escravizados” e não se aplica a pessoas que buscam burlar o sistema imigratório.

De acordo com pesquisa recente da NPR/Ipsos, apenas 28% dos americanos aprovam o fim da cidadania por nascimento, enquanto pouco mais da metade da população é contra a medida. Ainda assim, Trump afirmou que a nova decisão permite ao governo acelerar a implementação de políticas que, segundo ele, foram suspensas injustamente.

O presidente argumentou que o antigo modelo gerava insegurança jurídica e impedia o Executivo de agir com rapidez, sobretudo em temas relacionados à imigração ilegal. Ele reiterou que o país precisa proteger suas fronteiras de “criminosos, traficantes e assassinos” e prometeu que outras ordens executivas serão reapresentadas com base na decisão da Suprema Corte.

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