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Copa do Mundo

Seleção argentina dá as costas diante da comemoração espanhola

Jornal As critica postura dos vice-campeões, fala em “desprezo pelo campeão” e afirma que atitude desrespeitou tradição das grandes decisões do futebol
Por O Correio de Hoje
20/07/2026 | 15:49

A cerimônia de premiação da Copa do Mundo de 2026 transformou-se em um novo foco de repercussão após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, no último domingo (19). Durante a entrega das medalhas e da taça aos campeões, jogadores argentinos permaneceram de costas para o palco, voltados para a própria torcida, enquanto os espanhóis celebravam a conquista do bicampeonato mundial. As imagens rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e dominaram o noticiário esportivo da Espanha.

A reação mais contundente partiu da imprensa espanhola. O jornal As classificou a atitude dos argentinos como “desagradável” e afirmou que os vice-campeões demonstraram “desprezo pelo campeão” durante a cerimônia de encerramento.

Argentina final Copia
Postura da Argentina provoca críticas na Espanha e amplia rivalidade - Foto: Reprodução / fifa

Para o periódico, o comportamento da seleção argentina comprometeu o espírito esportivo que tradicionalmente marca as finais de grandes competições internacionais.

“O final sombrio da final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha tomou um rumo ainda mais desagradável quando os argentinos viraram as costas para a torcida espanhola ao erguerem o troféu”, escreveu o jornal.

Em outro trecho da análise, o As afirmou que a equipe sul-americana rompeu uma tradição histórica das decisões internacionais ao não acompanhar a celebração dos campeões.

“Toda a seleção argentina se esqueceu de uma das regras de ouro para vice-campeões em competições desse tipo: presenciar a coroação da equipe que os derrotou.”

O jornal também ampliou as críticas ao desempenho argentino durante a decisão, afirmando que a equipe esteve mais preocupada com disputas físicas do que com a qualidade do futebol apresentado.

“A Argentina concentrou-se mais em jogadas sujas do que em futebol.”

Dentro de campo, a Espanha exerceu amplo domínio durante praticamente toda a partida. A equipe comandada por Luis de la Fuente terminou a final com 63% de posse de bola, produziu 20 finalizações e permitiu apenas duas tentativas da Argentina, ambas apenas na reta final da prorrogação.

O gol do título foi marcado por Ferran Torres, aos 106 minutos, após assistência de Nico Williams, garantindo o bicampeonato mundial para a seleção espanhola.

A conquista consolida um dos períodos mais vitoriosos da história recente da Espanha. Sob o comando de Luis de la Fuente, a equipe levantou os troféus da Liga das Nações, da Eurocopa e, agora, da Copa do Mundo, reforçando a condição de principal potência do futebol de seleções na atualidade.