BUSCAR
BUSCAR
Comemoração
RN celebra 24 anos de sua primeira medalha olímpica nesta segunda-feira (3)
Título foi conquistado em 3 de agosto de 1996, por Virna Dias, uma das maiores jogadoras do voleibol brasileiro.
André Samora
03/08/2020 | 12:06

O Rio Grande do Norte e as Olimpíadas dificilmente falam a mesma língua, apenas os potiguares Vicente Lenilson e Virna Dias conquistaram medalhas e nenhuma delas de ouro.A primeira medalha do Brasil em Jogos Olímpicos ocorreu em 1920, mas há 24 anos, em 3 de agosto de 1996, uma atleta potiguar pode ter a mesma felicidade.

O nome dela é Virna Dias. Nascida em Natal, em 1971, é considerada uma das maiores jogadoras do voleibol brasileiro. Seu currículo tem dois bronzes olímpicos, prata no mundial de 1994, duas medalhas em Copa do Mundo, sete em Grand Prix (sendo quatro ouros, duas pratas e um bronze) e um ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1999.

Com 14 anos, Virna se mudou para São Paulo em busca do sonho de se tornar jogadora. A potiguar foi convocada pela primeira vez para a seleção brasileira em 1991, aos 20 anos. Porém, só com a chegada de Bernadinho, em 1994, teve uma grande evolução até se tornar titular absoluta da equipe.

“A liderança dele fez toda a diferença. O Bernardinho era o tipo de técnico que chamava cada atleta individualmente e dizia o que esperava delas. Quando eu relatei as minhas dificuldades, ele disse que na cabeça dele não existia medo, mas sim trabalho a ser feito”, disse Virna.

Em 1996, conquistou o bronze em Atlanta, sendo a primeira medalha olímpica da história do vôlei feminino do Brasil e também a primeira de alguém nascida no RN. “Precisei abrir mão de muitas coisas, como, por exemplo, ficar perto do meu primeiro filho, que tive aos 18 anos. Mas passaria por tudo de novo, pois tudo trouxe um aprendizado para a minha vida”, relembra Virna.

Em 2000, a jogadora ficou de novo com bronze na Olimpíada, mas com gosto amargo. Porque pela segunda vez seguida o Brasil chegava com 100% de aproveitamento na semifinal e perdia para Cuba pelo mesmo placar de 4 anos atrás, 3 sets a 2. Por clubes, foi campeã da Superliga de Vôlei na temporada 2000-2001, com seu time de coração, o Flamengo. Virna fez questão de usar a camisa 10 do seu ídolo Zico. Após o quarto lugar em Atenas 2004, deixou as quadras e foi para o Vôlei de Praia, terminando oficialmente como atleta em 2010.

Se em quadra a potiguar não conquistou o ouro, nas cabines de imprensa viu a seleção feminina do Brasil ser bicampeã olímpica. Em 2008, como comentarista pela Band, e 2012, pela Record. Sua última participação no jornalismo esportivo foi nos Jogos Pan-Americanos do ano passado, em Lima, também pela TV Record.


Atualmente, a ex-jogadora mora em Campinas (SP), com o marido e três filhos, mas mantém o esporte na sua vida, por gerenciar atletas e fazer palestras motivacionais pelo país. Além de criar há 7 anos o Instituto Virna Vôlei. O projeto tem o objetivo de incentivar os estudos de crianças de comunidades próximas do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, através do vôlei.

Em junho, a atleta anunciou em suas redes sociais que testou positivo para a Covid-19. Seu marido e filhos tiveram diagnóstico negativo para o vírus. Apesar de contrair o vírus, a potiguar não teve nenhum sintoma e já está curada.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.