O zagueiro Rafael Jansen ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho contra a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do América de Natal, cobrando R$ 1,1 milhão por supostas pendências contratuais. O processo tramita na 5ª Vara do Trabalho de Campina Grande, na Paraíba, e envolve pedidos de pagamento de verbas rescisórias, indenização por danos morais e descumprimento de estabilidade acidentária. A audiência inicial está marcada para 9 de dezembro, por videoconferência.
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O jogador deixou o América em 2 de outubro, após três temporadas no clube. Depois da saída, procurou a direção da SAF para discutir pendências financeiras que, segundo sua defesa, incluem férias vencidas, 13º salário e depósitos em atraso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Sem um entendimento, o caso foi levado à Justiça.
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A ação ocorre em meio à reorganização do departamento de futebol do América para a temporada de 2027. A SAF, que administra o futebol do clube, sustenta que mantém suas obrigações financeiras em dia, embora reconheça a existência de divergências pontuais em processos de rescisão contratual.
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Em entrevista coletiva na quinta-feira, 15, o diretor financeiro da SAF e ex-CEO do América, Vitor Arteiro, afirmou que o clube tem histórico de cumprimento de seus compromissos com atletas e funcionários.
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“Mas logicamente sempre há no momento de rescisão alguma questão a ser discutida. Às vezes a gente não consegue resolver isso e o caso acaba sendo judicializado. Mas acho que isso é residual perto de todos os atletas que passaram e tiveram suas rescisões, tudo bem pago, não tem nada a reclamar”, declarou.
A Justiça do Trabalho deverá analisar os documentos apresentados pelas partes para determinar se existem valores pendentes e se os pedidos de indenização e estabilidade acidentária possuem fundamento. O montante de R$ 1,1 milhão corresponde à cobrança apresentada pela defesa do atleta e não representa uma dívida reconhecida judicialmente.