O atacante marcou os dois gols da virada sobre a RD Congo, nesta quarta-feira 1º, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, chegou a cinco gols no torneio e entrou de vez na disputa pela artilharia da edição, empatado com Erling Haaland (Noruega) e atrás apenas de Lionel Messi (Argentina) e Kylian Mbappé (França), ambos com seis.
Além do protagonismo na vitória inglesa, Kane alcançou uma marca histórica. Com 13 gols em Copas do Mundo, ultrapassou Pelé, que marcou 12, e igualou Just Fontaine, tornando-se o sexto maior artilheiro da história da competição. O feito veio em sua terceira participação no Mundial: foram seis gols em 2018, dois em 2022 e cinco até agora em 2026.

A média do centroavante inglês também chama atenção. Kane tem 0,86 gol por jogo em Copas, desempenho superior ao de Ronaldo, que registrou 0,79. Ele precisa, em média, de 102 minutos para marcar no torneio. O inglês poderia estar ainda mais próximo dos líderes históricos caso tivesse estreado mais cedo em Mundiais, já que disputou sua primeira Copa apenas em 2018.
Maior artilheiro da história da seleção inglesa desde 2023, quando superou Wayne Rooney, Kane ampliou sua vantagem no ranking nacional. Com os dois gols sobre a RD Congo, chegou a 84 pela Inglaterra, mais de 30 à frente de Rooney.
Entre os convocados por Thomas Tuchel para a Copa de 2026, apenas Marcus Rashford, com 19 gols, também aparece entre os 25 maiores goleadores do país.
A Inglaterra volta a campo no próximo domingo, 5, pelas oitavas de final, contra o México. No mesmo dia, o Brasil enfrentará a Noruega.