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Esportes

Irã negocia com a Fifa para disputar jogos da Copa de 2026 no México e evitar EUA

Pedido é motivado por tensões políticas e dificuldades com vistos; entidade ainda não se posicionou
Por O Correio de Hoje
17/03/2026 | 10:15

A seleção do Irã abriu negociações com a Fifa para transferir suas partidas da Copa do Mundo de 2026 para o México, evitando atuar nos Estados Unidos, em meio ao agravamento das tensões políticas entre os dois países. A proposta ganhou caráter institucional após manifestação do embaixador iraniano no México, Abolfazl Psedniddeh, divulgada por canal oficial ligado ao Ministério das Relações Exteriores do Irã.

Segundo o diplomata, o governo iraniano teme pela segurança da delegação e aponta entraves logísticos para participação em solo americano. “Reiteramos que os Estados Unidos não estão cooperando conosco na questão dos vistos. Temos interesse em participar da Copa do Mundo, mas o governo americano não está fornecendo o apoio logístico ou administrativo necessário”, afirmou.

selecao do ira
Equipe Irã - Foto: divulgação

O desconforto da federação iraniana com a possibilidade de atuar nos Estados Unidos já havia sido sinalizado anteriormente. No formato atual do torneio, que será sediado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, os três jogos do Irã na fase de grupos estão previstos para território americano — dois em Los Angeles e um em Seattle.

A eventual mudança exigiria adaptações logísticas relevantes por parte da Fifa, que ainda não se pronunciou oficialmente. O tema é tratado com cautela por envolver questões diplomáticas sensíveis e impacto direto na organização da competição.

Classificado como líder do Grupo A das Eliminatórias Asiáticas, com sete vitórias e uma derrota em dez partidas, o Irã integra o Grupo G da Copa de 2026, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

Caso a seleção iraniana opte por desistir da competição, caberá à Fifa definir o substituto. O regulamento do torneio estabelece que a entidade poderá decidir, a seu critério, qual equipe ocupará a vaga. O documento também prevê multa mínima de 250 mil francos suíços — cerca de R$ 1,6 milhão — para desistências até 30 dias antes do início do Mundial, valor que pode dobrar em caso de retirada mais próxima da abertura, além da obrigação de ressarcimento de custos relacionados à preparação e organização do evento.