30/03/2016 | 22:28
A coordenação do CSP-Conlutas e o Espaço de Unidade de Ação afirmam que o grupo procurou a interTV Cabugi (afiliada da Globo) para contratar os serviços da emissora para divulgar um vídeo em que conclamavam os correligionários a participarem de uma manifestação agendada para a próxima sexta-feira (01/04). De acordo com Juary Chagas, membro da secretaria executiva do Conlutas, o grupo foi surpreendido com notícia de que a inserção do vídeo de 30 segundos não poderia ser veiculada.
“Sem argumentos plausíveis, pressionamos a emissora local dizendo que isto era censura, que já tínhamos pago pelo serviço e queríamos que ele fosse prestado tal qual contratamos. Hoje pela manhã, depois de toda a polêmica, foi veiculada a inserção, mas somente uma única vez, diferentemente do contratado, que era a exibição por dois dias, nos três turnos”, alegou Chagas.
O sindicalista alega que a proibição, de acordo com informações da filiada, veio diretamente da matriz, a Rede Globo de Televisão. “Argumentamos novamente e nos foi dito que não seria veiculado porque o setor jurídico da empresa havia avaliado que o material devia ter explícito quem eram os organizadores. Uma justificativa totalmente descabida, pois no início do vídeo já se anuncia que a CSP-Conlutas e o Espaço de Unidade de Ação que estão chamando o protesto”, destacou Juary.
De acordo com Juary Chagas, a empresa nem veiculou mais o vídeo e também não apontou para a devolução dos valores pagos pelo serviço. “O desfecho é que além de não veicularem a inserção conforme o contratado, estão se recusando a devolver o dinheiro, alegando que já foi ao ar (uma única vez). Na opinião nossa, da CSP-Conlutas, trata-se de uma clara demonstração de censura política”, afirmou.
Protesto
“Estamos realizando um ato sexta-feira (01/4) porque defendemos os trabalhadores e não concordamos nem com o governo Dilma e nem com a oposição de direita (PSDB, Aécio, etc.). Eles estão brigando pelo poder, mas estão junto na aplicação de medidas contra os trabalhadores, como retirada de direitos, nova reforma da Previdência, sem contar que querem descarregar a crise nas costas dos trabalhadores para privilegiar os grandes empresários. É um ato independente e que tem esse objetivo, porque nem Dilma, nem Aécio, nem Temer, nem Renan, nem Cunha e nem esse Congresso nos representa”.