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Presidente da Câmara garante que área para estocar sal potiguar no Porto de Santos será mantida

19/09/2013 | 08:58

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, com o apoio dos demais integrantes da bancada federal do Rio Grande do Norte e do ministro da Previdência, Garibaldi Filho, conseguiu do governo a garantia de que a área destinada ao estoque do sal potiguar no porto de Santos, em são Paulo, será mantida. Com o processo de licitação em andamento para a escolha da nova empresa que vai administrar o setor graneleiro, conhecido como STS-20, havia uma preocupação dos empresários de perderem espaço para o sal importado do Chile.  A licitação deverá ser concluída ate o final de novembro.

“O processo de licitação está na fase de adaptações e ajustes após a consulta popular e audiências públicas”, explicou o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito. Foram enviadas 3.104 sugestões de mudanças para a futura gestão do terminal. Brito trabalhou na expansão do terminal salineiro de Areia Branca, onde foram investidos R$ 200 milhões, e reconheceu a importância do sal para a economia do Rio Grande do Norte, pecuária e indústria química e alimentícia brasileira. A preocupação dos empresários da indústria salineira, com 30 mil empregos diretos, também foi externada pelos parlamentares ao representante da Casa Civil, Guilherme Penin e Rogério Menescal da Secretaria Nacional de Portos.

Presidente da câmara garante que área para estocar sal potiguar no porto de santos será mantida

Os deputados João Maia, Sandra Rosado, Paulo Wagner e o senador José Agripino, reforçaram o pleito do presidente da Câmara para que a licitação mantenha o atual espaço que é destinado ao sal potiguar no porto de Santos. Segundo os parlamentares o sal potiguar enfrenta a concorrência do sal chileno e poderia perder mercado se a nova licitação não assegurar o espaço de armazenagem já existente no porto. A indústria salineira potiguar é a principal atividade econômica do Rio Grande do Norte, responsável por 97% da produção nacional e o controle do bócio endêmico com a adição de iodo no sal comercializado para todo o Brasil.