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Economia

Pequenas indústrias enfrentam piora nas finanças pelo 3º trimestre seguido, aponta CNI

Levantamento mostra queda na satisfação com lucros, crédito e situação financeira, com juros altos e carga tributária entre principais problemas do setor
Agora RN
12/08/2025 | 13:55

A situação financeira das pequenas indústrias do país piorou pelo terceiro trimestre seguido, de acordo com o Panorama da Pequena Indústria (PPI) divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entre o 1º e o 2º trimestre de 2025, o índice que mede a satisfação dos empresários com finanças, margem de lucro e acesso ao crédito caiu de 40,6 para 40,3 pontos. A queda ocorre desde o fim de 2024.

Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a alta taxa de juros é um dos principais fatores para o resultado negativo. “Os juros altos dificultam o acesso ao crédito e pioram as finanças, pois encarecem as dívidas das empresas, diminuindo o lucro dos negócios, porque afetam a demanda por produtos industriais”, explicou.

Crescimento demonstra a eficácia do programa em atrair e manter investimentos industriais no Estado, aponta boletim da Secretaria de Desenvolvimento / Foto: Reprodução
Levantamento mostra queda na satisfação com lucros, crédito e situação financeira, com juros altos e carga tributária entre principais problemas do setor. | Foto: Reprpdução

As taxas de juros elevadas foram apontadas como o maior problema para 37,3% das pequenas indústrias da construção no 2º trimestre. Outros obstáculos citados foram a elevada carga tributária (35,6%) e a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada (24,6%). A competição desleal, causada por fatores como informalidade e contrabando, também ganhou peso, passando de 14,4% no 1º trimestre para 22% no 2º trimestre.

Na indústria de transformação, a elevada carga tributária foi o principal problema para mais de 40% dos empresários. A demanda interna insuficiente e as taxas de juros altas ficaram empatadas na segunda posição, com 27%. A competição com importados foi a questão que mais cresceu, saltando de 8,3% para 12,3% no período.

Apesar das dificuldades, o índice de desempenho da pequena indústria avançou 1,2 ponto entre o 1º e o 2º trimestre, chegando a 45,9 pontos. O cálculo considera o volume de produção, a utilização da capacidade instalada e a evolução no número de empregados.

No entanto, a confiança dos empresários caiu. Em julho, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das pequenas indústrias recuou 0,7 ponto, para 46,7 pontos. O indicador caiu em cinco dos últimos sete meses. Já o índice de perspectivas, que mede as expectativas para os próximos meses, teve queda de 0,6 ponto no mesmo mês, para 48 pontos, acumulando baixa em dois dos últimos três meses.

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