A inflação oficial no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,24% em junho, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal destaque foi a queda de -0,18% no grupo alimentação e bebidas, que inclui os principais insumos usados por bares e restaurantes em todo o país.
Apesar da deflação nos alimentos, a alimentação fora do lar teve aumento de 0,46% no mês, puxada por itens como o cafezinho (2,29%) e o lanche (0,58%). A alta representa uma recomposição de preços em um setor que enfrentou forte pressão de custos em 2023.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a inflação sobre alimentos e bebidas chegou a 7,69% em 2024, enquanto os preços repassados nos cardápios subiram 6,29% no mesmo período — um descompasso que ainda afeta o equilíbrio financeiro dos estabelecimentos.
Segundo pesquisa da entidade, 35% das empresas ainda não conseguem repassar integralmente a inflação aos preços praticados, o que indica uma defasagem em processo de correção.
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“Essa desaceleração nos preços dos alimentos é uma boa notícia para o setor. Ela abre espaço para que os empresários recomponham suas margens, que foram muito comprimidas no ano passado. É um fôlego necessário para manter a sustentabilidade dos negócios”, afirmou o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.
Por outro lado, o aumento no custo da energia elétrica segue como desafio: a tarifa subiu 6,93% no acumulado de 2025. Como alternativa, empresas que utilizam gás encanado têm encontrado mais estabilidade, com alta de apenas 0,03% no ano e 0,19% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA.
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