A dívida bruta do governo geral atingiu 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Trata-se do maior patamar desde novembro de 2021, quando o indicador havia alcançado 79,5% do PIB.
Naquele período, a dívida orbitava a faixa dos 79% do PIB, mas iniciou trajetória de queda a partir do fim de 2021. Desde então, manteve-se abaixo desse nível, até voltar a crescer gradualmente nos últimos anos, retornando agora à mesma faixa.

O comportamento recente sucede o pico observado durante a pandemia de Covid-19, quando o endividamento superou 87% do PIB entre 2020 e o início de 2021. Com a retirada de estímulos emergenciais e a recuperação da atividade econômica, houve redução nos anos seguintes, mas a tendência voltou a se inverter.
A elevação atual está associada principalmente ao déficit fiscal, que exige a emissão de títulos públicos para seu financiamento, e ao custo elevado dos juros, que continua pressionando as contas públicas, mesmo diante de uma melhora pontual no resultado primário.
Em fevereiro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 16,4 bilhões, abaixo do resultado negativo de R$ 19 bilhões observado no mesmo mês do ano anterior. O desempenho foi influenciado pelo superávit de estados e municípios, que contribuíram para atenuar o resultado do governo central.
Apesar dessa melhora no primário, as despesas com juros permanecem elevadas. Somaram R$ 84,2 bilhões no mês e, no acumulado de 12 meses, já superam R$ 1 trilhão.
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