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Mercado de trabalho

RN tem a maior queda do desemprego do país, mas segue acima da média nacional

Taxa potiguar recuou 1,9 ponto percentual no segundo trimestre, a maior redução entre as 27 unidades da Federação; ainda assim, os 5,6% do Estado superam os 5,4% do Brasil
Agora RN
18/08/2026 | 17:50

O Rio Grande do Norte registrou a maior queda na taxa de desocupação entre as 27 unidades da Federação no segundo trimestre de 2026: 1,9 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano. O recuo, no entanto, não foi suficiente para tirar o Estado do grupo que fica acima da média brasileira. Com 5,6%, o RN permanece acima dos 5,4% do país.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na sexta-feira 14.

Trabalhadores em atividade, em imagem de contexto sobre o mercado de trabalho no Rio Grande do Norte
Rio Grande do Norte teve a maior redução da taxa de desocupação entre as unidades da Federação no segundo trimestre de 2026 — Foto: José Aldenir/Agora RN

Depois do RN, as maiores reduções ocorreram no Acre e na Paraíba, ambos com queda de 1,6 ponto, e em Tocantins, com 1,5 ponto. Também houve diminuição em Alagoas (1,3), Minas Gerais (1,2), Mato Grosso do Sul (1,1), Goiás e Rondônia (1 ponto cada), Maranhão, Espírito Santo e Mato Grosso (0,9 cada) e Santa Catarina (0,6). Ao todo, o desemprego caiu em 13 unidades da Federação e permaneceu estável nas demais.

Onde estão os extremos

Onze unidades da Federação fecharam o trimestre com taxa inferior à média nacional, e em cinco delas o indicador ficou abaixo de 3%. Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, 2,1%, seguida por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Também abaixo da média aparecem Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5%).

Paraíba e São Paulo registraram taxa igual à média nacional, de 5,4%. Acima desse nível vêm Rio Grande do Norte (5,6%), Maranhão (6%), Pará (6,2%), Distrito Federal (6,5%), Acre e Ceará (6,6%), Rio de Janeiro (7,1%), Amazonas (7,5%), Alagoas e Sergipe (7,9%), Piauí e Pernambuco (8,3%), Bahia (9,1%) e Amapá (9,8%).

Por regiões, Sul (3,2%), Centro-Oeste (3,8%) e Sudeste (5,2%) ficaram abaixo da média brasileira; Norte (6,1%) e Nordeste (7,6%) apresentaram as taxas mais altas. A diferença entre Sul e Centro-Oeste caiu para 0,6 ponto percentual, ante um ponto no segundo trimestre de 2025 — a expansão da renda gerada pelo agronegócio tem contribuído para contratações em outros setores do Centro-Oeste.

As diferenças refletem a composição das economias estaduais, o ritmo da atividade, a industrialização e a escolaridade da população, segundo o analista do IBGE William Kratochwill. “Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirmou.

O que a queda esconde

Dois recortes qualificam o resultado nacional. O primeiro é positivo: cerca de 1,06 milhão de pessoas procuravam ocupação havia dois anos ou mais, menor contingente da série iniciada em 2012 e 15,6% abaixo do registrado no mesmo trimestre de 2025. No total, o país tinha aproximadamente 5,9 milhões de desempregados.

O segundo mostra desigualdades preservadas. A taxa foi de 6,4% entre as mulheres e de 4,6% entre os homens. Entre as pessoas pretas, a desocupação chegou a 6,9%; entre as pardas, a 6,1%; e, entre as brancas, ficou em 4,2%. O rendimento médio do trabalho permaneceu praticamente estável, em R$ 3.738 mensais.

No caso potiguar, a queda também precisa ser lida ao lado de outro indicador: embora a desocupação medida pela PNAD tenha atingido o menor nível da série estadual, o ritmo de geração de emprego formal perdeu força ao longo de 2026. O comparativo entre estados foi noticiado originalmente por O Correio de Hoje, em reportagem sobre as unidades da Federação com desemprego abaixo da média nacional.

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