O custo da construção civil no Rio Grande do Norte apresentou desaceleração em setembro, com variação de 0,17%, após registrar alta de 2,12% em junho. Com o resultado, o valor médio para construir um metro quadrado no Estado chegou a R$ 1.870,25, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta sexta-feira 9 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A diferença entre os dois meses foi de 1,95 ponto percentual, indicando menor ritmo de aumento das despesas do setor.
Apesar da desaceleração mensal, os custos acumulados continuam em alta. No ano, o Rio Grande do Norte registra aumento de 6,89% em relação ao mesmo período de 2025, a sexta maior variação entre as unidades da Federação. Em 12 meses, o crescimento acumulado chega a 7,19%, refletindo a elevação dos gastos com materiais e mão de obra utilizados na execução de obras residenciais e de infraestrutura.

Do custo total de R$ 1.870,25 por metro quadrado, R$ 1.134,45 correspondem às despesas com materiais de construção, enquanto R$ 735,80 são referentes à mão de obra. O levantamento aponta que o Rio Grande do Norte apresenta o menor custo de mão de obra do Brasil nesse indicador. A diferença entre os componentes mostra que os materiais representam a maior parcela das despesas consideradas no cálculo estadual.
A evolução dos custos influencia diretamente os orçamentos de construtoras, incorporadoras e empresas responsáveis por obras públicas e privadas. Mesmo com a redução do ritmo de aumento mensal, o crescimento acumulado exige atenção à atualização de contratos e ao planejamento financeiro dos empreendimentos, principalmente aqueles com prazos de execução mais longos.
No cenário nacional, o custo médio da construção chegou a R$ 1.999,73 por metro quadrado em setembro, após aumento de 0,30% no mês. O resultado representa desaceleração em relação a agosto, quando o índice havia avançado 0,44%. No acumulado do ano, a alta nacional foi de 5,72%, enquanto a variação em 12 meses atingiu 6,81%. O custo médio potiguar ficou R$ 129,48 abaixo da média brasileira.