A criação de empregos com carteira assinada caiu no Rio Grande do Norte e no Brasil em setembro de 2026. No estado, o saldo foi de 879 novas vagas, redução de 72,7% em relação ao mesmo mês de 2025. No país, foram abertos 121.305 postos, queda de 43,5%. Os dados do Novo Caged foram divulgados nesta quarta-feira 4 pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado nacional foi o menor para um mês de setembro desde o início da série do Novo Caged, em 2020. Apesar da desaceleração, tanto o Brasil quanto o RN mantiveram mais admissões do que desligamentos.

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No Rio Grande do Norte, foram registradas 19.622 contratações e 18.743 desligamentos. Em setembro de 2025, o saldo havia sido de 3.224 vagas, segundo os números revisados da base.
Na comparação com agosto de 2026, a abertura de postos no estado recuou 81,9%, passando de 4.851 para 879 vagas. O crescimento do estoque de empregos formais em setembro ficou em 0,16%.
O RN teve o terceiro menor saldo do Nordeste no mês, à frente apenas de Maranhão, com 654 vagas, e Piauí, com 783. Pernambuco liderou a região, com 13.371 postos, seguido por Alagoas, com 11.110, e Bahia, com 9.626.
No acumulado de janeiro a setembro, o Rio Grande do Norte apresentou o menor saldo entre os nove estados nordestinos: 7.430 novas vagas. Foram 188.540 admissões e 181.110 desligamentos no período.
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Esse resultado corresponde a um crescimento de 1,40% no estoque estadual de empregos formais. O avanço ficou abaixo das médias do Nordeste, de 3,31%, e do Brasil, de 2,65%.
No país, o saldo de setembro resultou de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. No mesmo mês de 2025, haviam sido abertas 214.609 vagas. De janeiro a setembro de 2026, a geração líquida somou 1.248.914 postos, ante 1.731.398 no mesmo período do ano passado, uma redução de 27,9%.
O setor de serviços liderou a abertura de vagas no Brasil em setembro, com saldo de 81.241 empregos. Em seguida apareceram a indústria, com 19.285, o comércio, com 15.697, e a construção, com 9.468. A agropecuária registrou fechamento de 4.381 postos.
Entre as unidades da federação, apenas o Rio Grande do Sul teve saldo negativo no mês, com perda de 2.937 vagas. Todas as cinco regiões brasileiras registraram crescimento, e o Nordeste liderou em números absolutos, com 49.142 postos.
O salário médio real de admissão no RN ficou em R$ 1.913,84 em setembro, abaixo da média nacional de R$ 2.429,41. No estado, o valor recuou 0,91% em relação a agosto e 0,32% na comparação com setembro de 2025, considerando a correção pela inflação utilizada pelo ministério.
O saldo do Novo Caged representa a diferença entre admissões e desligamentos. A redução na criação de vagas indica perda de ritmo na expansão do emprego formal, sem significar fechamento líquido de postos no RN ou no Brasil em setembro. Os dados estão sujeitos a revisões.
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