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Vem aumento aí
Contas de luz e combustíveis devem continuar pesando no bolso do consumidor
Elevação de preços administrados preocupa o Banco Central, mas, para especialistas, política de corte de juros deve ser mantida
Redação
17/12/2016 | 18:26

Apesar da tendência de queda da inflação, as tarifas de serviços públicos devem continuar pesando no bolso dos brasileiros em 2017. Ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a abertura de consulta pública para a revisão tarifária da Light, no Rio de Janeiro. O aumento médio deve ser de 12,36% nas contas de luz. As novas tarifas podem entrar em vigor em 15 de março do próximo ano, com elevação de 8,55% para residências e comércio e de 20,56% para indústrias. No Distrito Federal, o projeto orçamentário de 2017 estabeleceu uma alta de 7,39% no IPTU.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central demonstrou preocupação com o impacto dos preços administrados na inflação de 2017. A preocupação não se refere apenas às tarifas de eletricidade, mas também aos combustíveis. No início do mês, a Petrobras anunciou altas de 8,1% na gasolina e de 9,5% no diesel vendidos nas refinarias.

Como a política de preços da estatal tem como uma das bases a paridade de preços com o mercado internacional, novas altas podem ocorrer se os preços do petróleo continuarem elevados. Em entrevista ao Correio no mês passado, o presidente da estatal, Pedro Parente, destacou que os reajustes de combustíveis seguirão uma lógica do mercado.

André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), disse que os preços da energia elétrica não devem dar alívio ao consumidor em 2017. “As empresas de transmissão de energia precisam quitar uma dívida de R$ 65 bilhões. Podemos prever um reajuste médio de 12% nas tarifas do próximo ano”, disse. Na ata da reunião do Copom, o BC afirmou que a energia elétrica também sofre com recomposição tarifária para corrigir “distorções das políticas passadas”.

Newton Marques, professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que as altas tarifárias não devem frear os cortes de juros do Banco Central, já que os aumentos devem ser compensados pela queda de outros itens, como alimentos. O BC prevê inflação de 4,9% e taxa Selic de 10,75% ao ano no fim de 2017.

Ainda ontem, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou reajuste nas tarifas de pedágio de quatro concessionárias. Os preços de pedágio na Autopista Planalto Sul, na BR-116, no Paraná e em Santa Catarina, aumentarão de R$ 4,80 para R$ 5,60. O reajuste entra em vigor a partir de segunda-feira. Na Autopista Fernão Dias (BR-381), que liga Minas Gerais e São Paulo, a tarifa passa de R$ 1,80 para R$ 2,10 na mesma data. A Autopista Régis Bittencourt (BR 116), entre São Paulo e Paraná, também terá aumento a partir de 29 de dezembro, de R$ 2,50 para R$ 3.

 

 

Fonte: Correio Braziliense

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