Um levantamento realizado pelo Sebrae em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome identificou que 2,5 milhões de pessoas se formalizaram como Microempreendedores Individuais (MEIs) depois de ingressarem no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
O estudo mostra que, dos 95,3 milhões de brasileiros cadastrados, 4,6 milhões já atuam como MEIs, representando uma parcela significativa de trabalhadores que encontraram no empreendedorismo uma forma de garantir renda e formalização.

De acordo com o Sebrae, o crescimento revela o papel do CadÚnico como uma porta de entrada para políticas públicas voltadas à geração de trabalho e renda. O cadastro permite que empreendedores de baixa renda tenham acesso a programas de capacitação, crédito orientado e benefícios previdenciários.
O levantamento aponta ainda que o perfil dos novos MEIs é formado majoritariamente por mulheres, pessoas negras e jovens entre 25 e 39 anos. Grande parte atua em áreas como comércio, alimentação, beleza e serviços domésticos.
Para o Sebrae, a tendência reflete o avanço da formalização entre trabalhadores autônomos que buscam estabilidade financeira e inclusão produtiva, especialmente em regiões com menor oferta de empregos formais.
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