O Rock in Rio 2026 acabou no domingo 13, mas os potiguares que percorreram mais de 2 mil quilômetros até o Rio de Janeiro para ver o festival, montado no Parque Olímpico, na Zona Oeste da cidade, voltaram cheios de histórias: dias de música, viagens planejadas com meses de antecedência e encontros diante de alguns dos maiores palcos do evento.
Fãs de várias cidades do Rio Grande do Norte foram até a Cidade do Rock para ver de perto os artistas que motivaram a viagem. A psicóloga Élida Medeiros foi ao festival principalmente por causa da cantora americana Demi Lovato, e a viagem, para ela, foi a realização de um sonho antigo.

“Ter a oportunidade de ver minha artista favorita e ainda participar de um festival como o Rock in Rio é surreal, sabe? Porque quem consome esse tipo de música sonha em viver um evento assim também. E o Rock in Rio permite que você conheça vários artistas grandes de uma vez. Realizei dois sonhos em um e fiquei muito feliz por ter conseguido ir”, contou Élida, que saiu de Natal com um grupo de amigos.
Ela não foi a única a trocar o Rio Grande do Norte pelo festival. O publicitário Samuel Praxedes partiu de Muriú, praia de Ceará-Mirim, para assistir ao show da cantora sueca Zara Larsson. O Just Dance, que ele cita, é um jogo de videogame em que o jogador imita coreografias.
“Saí de uma pequena praia chamada Muriú, que fica no município de Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte. O show que eu estava mais ansioso para assistir, com certeza, era o da Zara Larsson. Lembro de jogar as coreografias das músicas dela no Just Dance, então poder vê-la ao vivo foi ainda mais especial para mim.”
Também potiguar, Alice Teixeira foi pelo Twenty One Pilots, dupla americana que foi a atração principal do último dia do Rock in Rio, e aproveitou para assistir a outros shows, como os da cantora Halsey, de Zara Larsson e do grupo sul-coreano de k-pop Stray Kids.
Élida, Samuel e Alice têm em comum a maratona de organização para sair do Rio Grande do Norte e chegar ao festival, no Rio de Janeiro. Além da distância, é preciso comprar passagem, encontrar hospedagem e planejar tudo com antecedência.
“Fui com meus amigos e foi uma loucura para conseguir organizar tudo, porque os preços sobem muito rápido e as hospedagens ficam lotadas rapidamente. Mas definimos tudo pouco tempo depois de comprarmos o ingresso, e deu certo”, relatou a psicóloga Élida Medeiros.

Os potiguares contaram ainda que viram muitos nordestinos no evento, apesar das dificuldades de sair da região até o Rio de Janeiro, sobretudo pelo preço das passagens aéreas nas épocas de maior procura, e que encontraram conterrâneos durante o festival.
“Foi minha primeira viagem para fora do Nordeste com amigos, e gostei muito da experiência. Todos nós gostamos. Conhecemos outras potiguares lá que também tinham ido para o show da Demi, assim como de outros estados. A hospedagem em que ficamos só tinha pessoas que iam ao Rock in Rio, e isso permitiu que a gente fizesse amizades e fosse junto ao festival”, disse Élida.
O Rio Grande do Norte não esteve só na plateia. A edição deste ano marcou o reencontro da Cidade do Rock com a Plutão Já Foi Planeta, banda potiguar que já tinha tocado no festival.
O grupo estreou no festival em 2019, no Palco Sunset, ainda com a formação original. Agora, voltou em outro palco, com nova formação e nova vocalista: a cantora, compositora e multi-instrumentista gaúcha Mari Garcia, que passou a integrar oficialmente a banda ao lado dos integrantes Sapulha Campos e Gustavo Arruda.
As apresentações da banda potiguar aconteceram na sexta-feira 12 e no sábado 13. Nas redes sociais, a banda publicou registros da passagem pelo Rock in Rio e comemorou o retorno a um dos maiores festivais de música do país.