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Coluna social

Tudo com Danielle Penna

Confira a coluna de Simone Silva deste sábado
Simone Silva
01/06/2024 | 10:03

Intensa e perfeccionista. Generosa e corajosa. Esses são bons quatro adjetivos para definir quem é a fonoaudióloga especializada em audiologia Danielle Penna, 51, uma belenense que escolheu Natal para viver, quando aqui veio morar em 1988, em virtude da transferência do pai. Aliás, é justamente ele, seu José Xavier Silva, uma de suas grandes e inesquecíveis inspirações. Um homem que apesar da vida difícil, venceu por méritos próprios, deixando um caminho de ensinamento e exemplo para as filhas. Foi um bem-sucedido administrador de empresas, talvez por isso, ela tenha eleito como primeira opção profissional a administração. Mas em 1997 tudo mudou. Foi captada pela área da saúde e viu a oportunidade de integrar a primeira turma de Fonoaudiologia da UNP, área onde poderia atuar ao lado do então marido. Se encontrou definitivamente na especialização, que atua principalmente na prevenção, avaliação, diagnóstico, terapia e aperfeiçoamento da função auditiva e outros aspectos da comunicação humana. Dani, como muitos a chamam é uma pessoa profundamente focada no trabalho. Pós-graduada em implantes cocleares e aparelhos auditivos pela USP em Bauru, o maior centro do segmento do Brasil) gosta tanto do que faz que nem consegue apontar algo que a desagrade no trabalho. Tanta dedicação só tem uma concorrência, ou melhor, duas: os filhos Lucas e Henrique. É do tipo super mãe, participativa, parceira e que não troca a companhia deles por nada. Destemida, positiva, apaixonada por música. Embora possa ser vista em diversos eventos sociais da cidade confessa mesclar alegria com timidez. Ela abre nosso perfil de junho.

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Danielle Penna, 51, é fonoaudióloga especializada em audiologia / Foto: redes sociais
Danielle Penna, 51, é fonoaudióloga especializada em audiologia / Foto: redes sociais

Porque escolheu a Audiologia?
Uma coisa vai puxando a outra. Além de me identificar com a reabilitação auditiva, tínhamos, aqui no RN, a necessidade de profissionais nessa área principalmente para atuar no programa de implante coclear e deu esse casamento perfeito na minha vida profissional.

O que a atrai na reabilitação auditiva?
Reabilitar pessoas na área auditiva é prazeroso. É mágico ver as ativações de implantes cocleares e a qualidade de vida de quem começa a ouvir melhor. Me envolvo na emoção de cada paciente e isso não tem preço. O mercado nesse segmento é gigante. Existem infinitas oportunidades. A área auditiva cresceu de forma galopante, principalmente quando pensamos em tecnologia. Hoje conseguimos reabilitar pacientes com perdas leves a profundas. Claro que, para temos sucesso temos que ter um engajamento dobrado na capacidade técnica, isso faz grande diferença.

Porque a população ainda ignora os cuidados com audição?
Acredito que o preconceito fala muito alto quando existe a indicação do uso de um aparelho auditivo e a falta de informação do próprio paciente. Creio que haja necessidade de uma educação no que diz respeito a cuidar da saúde auditiva. A maioria dos pacientes e familiares banalizam a perda auditiva, deixando a margem um dos sentidos mais importantes para o ser humano. Quando falamos em reabilitar, não estamos pensando em apenas dar oportunidade da pessoa se comunicar melhor, mas em manter essa comunicação periférica e central que minimiza alterações como: cognição e memória.

Que cuidados nessa área devemos ser observados?
Desde a exposição a sons de alta intensidade, seja no lazer ou no trabalho, até o uso excessivo do cigarro, álcool, sedentarismo, obesidade, hipertensão e diabetes. Temos que ressaltar os medicamentos ototóxicos, doenças infecto contagiosas, dentre outros. Esses elementos podem ser fatores que podem aumentar a possibilidade da instalação de perdas auditivas de diferentes graus. Fazer uma consulta anual com um médico especialista pode ajudar nessa instrução e prevenção.

O que acha que todos deveriam saber sobre você?
Que não tolero injustiças em nenhum âmbito. Que sou feliz tendo tempo para cuidar de mim, que não abro mão da minha paz e que minha definição de dia perfeito envolve estar com meus dois filhos, tomando vinho e cozinhando algo para eles. E ainda que para mim é importante minha família, estar conectada com Deus e fazer minha missão como profissional na área auditiva.

Uma mania, uma suspeição?
Sou extremamente perfeccionista. Tenho mania de arrumação, organizo o quarto para dormir. Não me olho em espelho quebrado, dá azar!

O que ainda te falta e qual a beleza de ser Dani?
Ainda sonho em morar por um período fora do Brasil e dar um upgrade no meu inglês, estou precisando. A beleza é que sou muito positiva, acho que tenho uma energia fora da curva e não sou de me abalar fácil. Construo todo dia pequenas grandes memórias.

Qual a grande beleza da vida?
Estar conectado consigo mesmo, o autoconhecimento e amar sua própria companhia.

SAIBA TUDO

  • Luciane Benfica e José Samico foram os escolhidos pelo casal formado pelo oftalmologista Ricardo Diniz e pela nutricionista Érika Maia para serem os padrinhos de seu primogênito, Ravi. O que era amizade agora vai virar também família.
  • E por falar em Lu e Samico, eles avisam que vem festa boa por aí. Uma tarde de sábado com samba e amigos. É o que promete o “Segura que deu Onda”, no próximo 17 de agosto em sua terceira edição. Em breve a coluna apresenta mais detalhes.
  • A multiartista Nany People apresenta “Como Salvar Um Casamento”, no Teatro Riachuelo, no dia 04 de agosto. No espetáculo, ela interpreta uma palestrante de relacionamentos que dá conselhos sobre a vida a dois e fala dos novos questionamentos sobre as relações amorosas.
  • A dermatologista Daniela Maia participa, em Curitiba, neste final de semana, da 34ª edição do Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, que tem como tema central “A pele que nos une”, sendo o maior do país neste segmento.
  • A Polícia Federal vai disponibilizar dados genéticos do Instituto Nacional de Criminalística para ajudar pessoas adotadas que querem encontrar seus pais biológicos. O acesso às informações será possível pela parceria entre a PF e a Secretaria Nacional de Justiça.