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Roberto Serquiz

Consciência coletiva, participação e responsabilidade

Confira o artigo de Roberto Serquiz deste sábado 24
Roberto Serquiz
24/01/2026 | 06:00

O noticiário recente do Rio Grande do Norte é marcado pelo início do movimento eleitoral, com partidos e lideranças apresentando estratégias, posições e projetos. Esse é um processo legítimo e próprio da democracia. Cada ator político tem o direito de submeter suas propostas ao julgamento da sociedade, dentro das regras do Estado Democrático de Direito.

Este cenário não deve ser encarado com descrédito, mas como a engrenagem vital do funcionamento institucional do estado. A organização partidária, a mobilização das lideranças e a realização das eleições fortalecem a democracia, que garante a pluralidade de ideias e assegura ao voto, igual para todos, a decisão soberana sobre os rumos do Executivo e do Legislativo.

Consciência coletiva, participação e responsabilidade
Consciência coletiva, participação e responsabilidade - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

É fundamental, porém, compreender que a política não se limita ao período eleitoral nem ao ato de votar. A responsabilidade pelo futuro do Rio Grande do Norte é compartilhada entre governos, instituições e cidadãos. A coisa pública é um compromisso coletivo e exige envolvimento permanente da sociedade.

O momento vivido pelo Estado impõe unidade, articulação institucional e compromisso com a realidade fiscal e social. Não há espaço para soluções fáceis ou discursos desconectados dos desafios concretos. O Rio Grande do Norte precisa de gestão técnica, decisões responsáveis e capacidade de enfrentar medidas difíceis. Um verdadeiro choque de gestão, com planejamento, sensibilidade social e foco no futuro.

Nesse contexto, espera-se do Poder Executivo a adoção de ações efetivas para o enfrentamento da crise fiscal. Do Poder Legislativo, aguarda-se, além da pluralidade vigilante, um apoio intenso que supere vínculos partidários e ideológicos. Ademais, nenhuma aliança pode ser projetada sem a efetiva participação do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas. Certamente, instituições e dirigentes muito qualificados, comprometidos com a construção das soluções para o Rio Grande do Norte.

Decisões estruturantes nem sempre são populares no curto prazo, mas são indispensáveis para garantir sustentabilidade às próximas gerações. O redesenho da máquina pública, o equilíbrio das contas e a eficiência na prestação de serviços não são apenas metas burocráticas; são deveres com a sociedade. O Rio Grande do Norte precisa escolher a cooperação institucional para a implementação de um Estado necessário. Conflitos improdutivos apenas ampliam desigualdades e penalizam, sobretudo, quem mais depende do serviço público.

O debate que se inicia deve ser profundo, responsável e orientado pelo interesse coletivo. Uma sociedade madura compreende que o bem comum deve prevalecer sobre interesses particulares e corporativistas. A participação cidadã, crítica e consciente é essencial para evitar a estagnação. Que o Rio Grande do Norte saiba unir a legitimidade da disputa eleitoral com a responsabilidade de construir, de forma coletiva, um futuro melhor para a sua população.