O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu que facções criminosas sejam tratadas como grupos terroristas pela legislação brasileira. A declaração foi feita durante uma videoconferência realizada nesta quinta 30 com governadores articulada em apoio à operação policial no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do estado.
O governador compartilhou o discurso nas redes sociais, em que elogiou a ação do governo fluminense e defendeu o endurecimento da legislação. Tarcísio também ofereceu o aparato de segurança pública paulista para colaborar com o Rio de Janeiro no enfrentamento ao crime organizado.
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“Não dá mais para tratar o criminoso como vítima. Criminoso não é vítima, o criminoso faz vítimas. Tem aterrorizado os cidadãos de bem, cidadãos que o Estado precisa proteger, proteger quem trabalha, o Estado precisa proteger quem cumpre as leis. E o Estado do Rio de Janeiro deu uma grande demonstração ontem. Meus sentimentos aos policiais perdidos, meus sentimentos à polícia militar e à polícia civil pelas perdas na operação”, disse Tarcísio.
O governador reforçou a necessidade de qualificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e outras facções como organizações terroristas, afirmando que “está na hora” de adotar medidas mais rígidas para combater o crime organizado.
O discurso, publicado no perfil oficial do governador, faz parte da mobilização de chefes de Executivos estaduais em apoio ao governo do Rio após a operação que resultou em mortes de suspeitos e agentes de segurança.