Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizam, neste domingo 3, atos em pelo menos 62 cidades de todas as regiões do país. A mobilização tem como principais pautas a anistia ao ex-chefe do Executivo, réu no Supremo Tribunal Federal (STF), e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. No Rio Grande do Norte, o ato será realizado em Natal, a partir das 14h, na área externa do Shopping Midway Mall.
A agenda foi divulgada durante a semana nas redes sociais do senador Rogério Marinho (PL), que defende a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos contra o país, em que empresas brasileiras foram punidas pelo governo de Donald Trump com uma taxação de 50% – o que poderá minar milhares de empregos, inclusive no RN.

As manifestações acontecem em meio à imposição de medidas cautelares a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica. Por decisão de Moraes, o ex-presidente está impedido de sair de casa nos fins de semana, o que o impede de participar pessoalmente dos protestos.
Bolsonaro é réu por suposta tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após a derrota eleitoral em 2022. A ação penal que corre no STF também envolve outros aliados e participantes dos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. A anistia defendida pelos manifestantes busca livrar o ex-presidente e demais envolvidos de futuras condenações.
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A convocação destaca a “defesa da liberdade” e denuncia o que os organizadores chamam de “censura” no país. Frases como “Reage Brasil” e “anistia ampla, geral e irrestrita” estampam os cartazes e vídeos de convocação compartilhados por apoiadores nas redes sociais.
Os atos ocorrem ainda no contexto da recente sanção dos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, acusado pelo ex-presidente americano Donald Trump de violar direitos fundamentais como a liberdade de expressão. A medida, baseada na Lei Magnitsky, proíbe o ministro de realizar transações com empresas norte-americanas, inclusive o uso de cartões com bandeira dos EUA.
Diferente de outras mobilizações pró-Bolsonaro, centralizadas em capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, os protestos deste domingo foram organizados de forma descentralizada, com ações simultâneas em várias cidades brasileiras.