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Embaixada nos EUA
“Nada impede”, diz presidente de comissão sobre Flávio votar indicação do irmão
'É um problema dele, se ele vai se sentir confortável ou não, impedido ou não', afirmou o senador Nelsinho Trad (PSD-MS); comissão tem 18 nomes
Agência Estado
17/07/2019 | 17:27

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que não há nenhum impedimento regimental que proíba o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) votar em favor da indicação do seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a caga de embaixador do Brasil em Washington (EUA).

“É um problema dele, se ele vai se sentir confortável ou não, impedido ou não. Deveria ter (algo no regimento)”, afirmou o senador.

As constantes declarações do presidente Jair Bolsonaro em favor do filho está movimentando politicamente o Senado. Trad convocou reunião extraordinária para limpar a pauta de nomes indicados que estavam parados na comissão para possibilitar uma discussão acelerada do caso de Eduardo, caso se confirme a intenção de Bolsonaro.

Flávio é suplente da comissão e, em tese, só votaria no irmão caso o titular faltasse à sessão em que o caso será discutido. “Ele (Flavio Bolsonaro) é suplente, mas acho que é um problema dele (votar ou não no irmão). Nada o impede (no regimento)”.

Repercussão
A indicação de Eduardo têm repercutido entre senadores. Na terça-feira, 16, o presidente Jiar Bolsonaro afirmou que, da sua parte, “está definido” que Eduardo será indicado. Segundo a Constituição, cabe ao Senado aprovar ou rejeitar os nomes de chefes de missões diplomáticas.

“Ele (Bolsonaro) me perguntou qual seria a impressão do Senado, e eu manifestei para ele que isso é uma decisão pessoal do presidente. O presidente tem que decidir se irá indicar. E eu, como presidente do Senado, vou receber a mensagem, encaminhar para a Comissão de Relações Exteriores, e os senadores irão, na comissão, fazer a sabatina e o Plenário vai decidir”, afirmou, ontem, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Líder do PSL e membro da CRE, o senador Major Olimpio (SP) avalia que não haverá um “cavalo de batalha” em relação a essa indicação. “Defendo, defenderei e votarei para o Eduardo ser embaixador, se for indicado pelo Bolsonaro”, afirmou o senador por meio de sua conta em uma rede social.

Tanto governistas quanto opositores avaliam que possa ocorrer uma “dança das cadeiras” na comissão para a votação da indicação de Eduardo. Hoje, a comissão é formada por 18 senadores divididos quase igualmente entre governistas, oposição e independentes.

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