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Brasil

Entidade evangélica acusa Lula e aliados de estimular conflito religioso

Cimeb afirma que boato sobre Nossa Senhora Aparecida foi usado para atacar adversário e criar tensão entre católicos e evangélicos
Agora RN
29/09/2026 | 10:18

O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados de estimular uma “guerra religiosa” no país. A manifestação foi publicada nesta segunda-feira (28), em nota divulgada nas redes sociais pelo pastor Silas Malafaia.

Segundo o texto, a entidade, que afirma reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações, critica o uso de uma informação falsa para atingir um adversário político e provocar tensão entre católicos e evangélicos.

Pastor Silas Malafaia durante declaração sobre a polêmica religiosa
Pastor Silas Malafaia divulgou nota do Cimeb sobre a polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida — Foto: Reprodução/Instagram

O Cimeb declarou que as duas comunidades religiosas convivem em paz e negou a existência de articulação de líderes evangélicos ou de candidaturas para cancelar feriados ou cultos de qualquer religião.

Rumor sobre Nossa Senhora Aparecida

A nota faz referência ao boato de que o título de Padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida seria retirado. A informação passou a ser associada ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que negou ter projeto ou intenção de alterar o título da santa.

As publicações que relacionaram o candidato à mudança citaram o Projeto de Lei (PL) 2.623/2007. A proposta foi arquivada pela Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2008.

O projeto pretendia alterar a Lei nº 6.802/1980, que institui o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. O texto propunha substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” e trocar “culto público e oficial” por “homenagem oficial”.

A proposta não previa o fim do feriado. Na justificativa, o autor argumentava que o Brasil é um Estado laico e não deveria ter um padroeiro oficial. A mudança, segundo o documento, retiraria da legislação o que era considerado um privilégio religioso.