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Opinião
Editorial: Delírios de um dia de Verão
Redação
20/01/2020 | 00:05

O entusiasmo juvenil de alguns integrantes do governo, como o secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, demitido na última sexta-feira após evocar figuras do nazismo, lembra o delírio temporário que se tem durante uma febre fortíssima.

Quando ela passa, deixa sequelas, sendo que esta em particular levou à perda do emprego.

O que induziria uma pessoa culta, com uma ideologia mais à direita, a perpetrar um desatino de tamanha magnitude?

Só para esclarecer: a polêmica surgiu após um vídeo ser divulgado para anunciar o Prêmio Nacional das Artes, projeto de mais de R$ 20 milhões.
No filmete, Alvim copiou uma citação do ministro de propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, tendo como fundo musical a ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner, compositor alemão preferido de Hitler.

O texto da peça de Alvim diz o seguinte: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”.

Feita a identificação com o mago da propaganda nazista, que o secretário mais tarde disse desconhecer, sobraram desculpas que não impediram a demissão. E a triste certeza de que integrar o governo como figura de polarização, definitivamente, não faz bem à saúde mental.

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