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Política

Líder do PT pede prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro por articulação com os EUA

Representação também solicita bloqueio de salários e verbas parlamentares, sob acusação de cooperação com Donald Trump em ofensiva contra a democracia brasileira
Redação
10/09/2025 | 07:09

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta terça-feira 9 uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a prisão preventiva do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o bloqueio imediato de salários e verbas parlamentares. O documento afirma que o parlamentar estaria atuando como articulador de uma ofensiva externa contra a democracia brasileira, em cooperação com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a petição, a atuação de Eduardo Bolsonaro ultrapassa manifestações de opinião e configura pressão internacional, chantagem e intimidação direta ao STF. O texto sustenta que os Estados Unidos passaram a ameaçar o Brasil não apenas com sanções econômicas, mas também com a possibilidade de uso de poder militar, em meio ao julgamento da tentativa de golpe de Estado que tramita na Corte.

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Não se trata de liberdade de expressão, mas de interferência estrangeira contra a soberania nacional e a independência da Justiça”, afirma a representação. Lindbergh argumenta que Eduardo Bolsonaro age como articulador dessa ofensiva ao lado do pai e de Trump. O documento pede que a prisão preventiva seja decretada para resguardar a ordem pública, a ordem econômica, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.

Além da prisão, a solicitação inclui o bloqueio de salários e benefícios parlamentares do deputado, alegando que ele está ausente do país há meses. A medida busca atingir também as verbas de gabinete, que permanecem ativas, apesar de já existir decisão judicial determinando o bloqueio de bens e contas de Eduardo Bolsonaro.

O pedido amplia a lista de representações apresentadas por Lindbergh contra o deputado. Anteriormente, ele já havia acionado o STF para questionar a atuação internacional de Eduardo em defesa de sanções contra o Brasil. A novidade é o pedido de prisão preventiva, considerado extremo, já que a Constituição impede a prisão de parlamentares, exceto em flagrante de crime inafiançável.

O caso coloca pressão adicional sobre o STF e a Câmara dos Deputados, que poderá ser chamada a se posicionar sobre a manutenção do mandato. A avaliação de juristas é que o Supremo deve analisar o pedido à luz de precedentes em outras ações contra parlamentares, reforçando medidas cautelares já existentes em vez de decretar a prisão.

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