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Negociação

Governo do RN propõe mesa de negociação para servidores da Fundase, que querem parar

Instalação da mesa depende da suspensão da greve de 72 horas marcada para 13 a 15 de agosto
Redação
12/08/2025 | 17:40

O Governo do Rio Grande do Norte ofereceu ao Sindicato dos Servidores da Administração Indireta (Sinai-RN), em reunião realizada nesta terça-feira 12, a criação de uma mesa de negociação permanente para tratar das demandas dos servidores da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fundase). O prazo para instalação da mesa é de até 30 dias, condicionada à suspensão da paralisação de 72 horas anunciada pela categoria.

O objetivo é construir soluções conjuntas e evitar impactos no funcionamento dos serviços públicos. O Governo solicitou que os movimentos grevistas previstos para os dias 13, 14 e 15 de agosto sejam suspensos para garantir o atendimento à população.

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Servidores da Fundase ameaçam paralisação de 72 horas, enquanto Governo propõe negociação permanente - Foto: Sinai-RN

A proposta será levada à categoria na assembleia do Sinai-RN, marcada para esta quarta-feira 13.
O secretário de Administração, Pedro Lopes, afirmou que o Governo está disponível para o diálogo e para atender a maior parte dos pedidos, especialmente os relacionados à melhoria das condições de trabalho.
“É compromisso da atual gestão intensificar o diálogo e cumprir o máximo possível dos pontos requeridos, pois entendemos que a valorização dos servidores e a qualidade do trabalho são fundamentais para o fortalecimento dos serviços públicos”, declarou.

Os servidores da Fundase anunciaram que vão realizar uma paralisação de três dias. Os trabalhadores vão cruzar os braços nos dias 13, 14 e 15 de agosto em todas as unidades do Estado. O movimento é articulado pelo Sinai.

Além da paralisação, foi anunciado que, nos dias 13 e 14, haverá piquete em frente à sede da Fundase, no Centro Administrativo. No dia 15, a categoria realiza assembleia em frente à Governadoria para decidir sobre possível início de uma greve.

A parada foi decidida pela categoria em assembleia geral extraordinária realizada no último dia 5 e é uma resposta ao que os servidores chamam de “abandono estrutural” e à “falta de diálogo por parte do Governo do Estado e da gestão da Fundação”. “O movimento tem caráter de resistência e denúncia e busca chamar a atenção para a necessidade urgente de valorização da socioeducação e de respeito aos direitos dos servidores”, diz o Sinai, em nota.

Relatório recente do Ministério Público do RN, com base em inspeções de junho de 2025, confirmou denúncias feitas pelos servidores: instalações deterioradas, infiltrações, mofo, banheiros entupidos, risco de acidentes, alojamentos alagados e ausência de estrutura básica para atendimento aos adolescentes e para o trabalho dos profissionais.

Além de melhorias estruturais nas unidades, os trabalhadores reivindicam: auxílio-fardamento, auxílio-alimentação, jornada de 6 horas corridas, combate ao assédio moral, criação de escala rotativa e adicional de periculosidade para várias funções.

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