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Saúde

Governo de MG decreta emergência após gripe aviária em aves não comerciais

Governo anunciou descarte de 450 toneladas de ovos vindos do RS e afirma que consumo de carne e ovos não oferece risco à saúde humana
Redação
27/05/2025 | 15:38

O governo de Minas Gerais decretou, nesta terça-feira 27, situação de emergência sanitária animal por causa do risco de disseminação da gripe aviária no estado. A decisão foi tomada após a confirmação de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves ornamentais na cidade de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Foram identificados dois gansos e um cisne negro silvestre contaminados. As aves eram mantidas em um sítio, e não em uma granja comercial. Em nota, a prefeitura de Mateus Leme informou que “não há motivo para pânico e que todas as medidas necessárias estão sendo rigorosamente cumpridas”.

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Governo de Minas afirma que caso foi registrado em aves não destinadas ao consumo humano, em sítio na cidade de Mateus Leme - Foto: Agência Brasil

Segundo o governo mineiro, o decreto permite a realização de todas as ações de enfrentamento à doença, como a mobilização de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros.

A administração estadual também afirmou que a gripe aviária não representa risco à saúde humana, pois “não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos”. No entanto, o vírus pode provocar a morte das aves e impactar a produção agropecuária.

Minas Gerais é o segundo maior produtor de ovos do Brasil e ocupa a quinta posição na produção de galináceos. Em maio, o estado anunciou o descarte de 450 toneladas de ovos férteis no Centro-Oeste mineiro como medida preventiva.

De acordo com o governo, os ovos haviam sido enviados por uma granja em Montenegro (RS), cidade onde o Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou, no dia 15 de maio, a presença do vírus da IAAP em uma granja comercial. O rastreamento apontou que os ovos seriam usados para a produção de aves, e não para o consumo humano.

O governo estadual informou que o descarte seguiu o Plano de Contingência da Influenza Aviária, implementado em 2022, “com o objetivo de garantir o controle sanitário e evitar a propagação do vírus”.

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