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Opinião

Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante – renova-se a esperança; veja a opinião de Vagner Araújo

Confira a coluna de Vagner Araujo desta quarta 10
Vagner Araujo
10/01/2024 | 08:00

O aeroporto de São Gonçalo do Amarante foi tratado, na sua origem, como um propulsor do crescimento do Estado. Até aqui, não correspondeu a essa expectativa. A sua distância e dificuldade de acesso passaram a ser obstáculos para o turista que tinha como um dos atrativos de Natal o rápido e tranquilo trajeto entre o desembarque em Parnamirim e os hoteis da Via Costeira. Eram poucos minutos apreciando a bela entrada da cidade com suas ruas ajardinadas.


Essa perda não seria páreo para os ganhos de termos um ‘aeroporto-cidade industrial’, ainda que mais distante. O estado ganharia um polo de desenvolvimento logístico com um ‘hub’ internacional de carga aérea, estrutura potencializada por nossa boa localização geográfica e pelas tendências de expansão do mercado de encomendas que se globalizava.

Aeroporto de São Gonçalo do Amarante (77)
Aeroporto de São Gonçalo do Amarante - Foto: reprodução


Não foi isso o que vimos. Ainda não!


Uma conjunção de fatores contribuíram para que essa expectativa ficasse ‘congelada’ no tempo, desde 2014, quando o aeroporto foi inaugurado. A crise econômica iniciada em 2015 provocou recessão e cancelamento de investimentos públicos e privados. O ‘hub’ da Latam, por exemplo, caiu por isso. Obras de infraestrutura de acesso, como a ‘Via Metropolitana’, só vieram sair do papel em 2018. A duplicação da Reta Tabajara só agora está sendo concluída. As obras de melhoria do acesso pela ponte de Igapó, idem. As obras do ‘Pro-transporte’, que são complementares à Ponte da Redinha, se arrastaram até os dias de hoje.


O consórcio de empresas que assumiu a concessão do aeroporto foi desfeito. A que ficou tocando a operação, a Inframérica, passou a questionar o contrato. Por ter sido o primeiro do País, não teria previsto situações que terminaram inviabilizando o negócio – a ponto de devolverem o aeroporto.


Além disso, sérios problemas no setor de turismo. A redução de viagens provocada pela recessão foi piorada pelas graves crises de segurança que tivemos aqui. E, pra completar, veio a pandemia.


Mas tudo isso passou. O pior já passou! Vivemos um novo momento. O país está voltando a crescer e os investimentos começam a ser retomados. A relicitação ganha pela Zurich Airport, uma empresa global de muito prestígio e grande capacidade, surge como uma nova esperança. Pelos primeiros sinais, os suíços chegam com a ‘faca nos dentes’ para concorrer com nossas vizinhas – Fortaleza e Recife – em atração de voos, de cargas e de turistas. E o plano inicial do nosso ‘aeroporto industrial’ está sendo ‘descongelado’ e voltando a caminhar. ‘Willkommen. Lass uns weitermachen’!