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Investigação

Material encontrado no bebê não era espermatozóide, diz diretor do ITEP

Marcos Brandão, diretor do ITEP, disse que ainda serão feitos novos exames para saber do que se trata o material
Karen Sousa
16/11/2023 | 05:15

O material encontrado no bebê de 10 meses internado no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), suposta vítima de violência sexual, não se trata de espermatozóide. A informação foi confirmada pelo diretor do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), Marcos Brandão.

De acordo com o órgão, as análises foram feitas por mais de 12 horas e o laudo informou que, após verificado o material encontrado, não houve identificação de Antígeno Prostático Específico (PSA), proteína que é normalmente encontrada no sêmen humano. O exame sexológico também foi realizado e constatou que não houve sinal de violência física sexual, segundo Marcos Brandão.

“A criança não sofreu violência física sexual", disse o diretor do ITEP sobre o caso do bebê. Foto: José Aldenir/Agora RN
“A criança não sofreu violência física sexual", disse o diretor do ITEP sobre o caso do bebê. Foto: José Aldenir/Agora RN

“O material que estava supostamente na boca e na roupa da criança foi coletado. E fizemos o exame sexológico, que constatou que a criança não sofreu violência física sexual. Aquele material não se trata de sêmen humano”, disse o diretor.

No entanto, ainda não se sabe do que se trata o material encontrado. De acordo com o diretor do ITEP, uma análise de DNA será feita pelo Instituto para que se saiba de modo exato o que foi encontrado no bebê. “O importante é que a gente atesta que aquele material não é sêmen”, completou.

Brandão reforçou que os procedimentos realizados pelo HUOL anteriormente se tratavam de exames preliminares feitos de forma incerta. “Acontece que a pessoa que faz o exame pode confundir artefatos com espermatozóides, então isso pode ter sido a causa da confusão”, disse ele.

Procurada pela equipe do Agora RN, a superintendência do HUOL informou que não pode responder sobre o caso e que a investigação da situação está sendo realizada exclusivamente pela Polícia Civil, acionada em crimes de ordem sexual.

O hospital também informou que está colaborando com as autoridades policiais e se dispõe a dar todo o apoio necessário à família da criança.

Também procurada pelo Agora RN, a Polícia Civil informou por meio da assessoria, que não irá se pronunciar sobre o caso e que não pode dar informações sobre a

O suposto abuso sexual contra o bebê de 10 meses foi notificado na noite da última sexta-feira 10, em Natal.