De 22 a 24 de setembro o Rio Grande do Norte terá um representante no Campeonato Pan-Americano de Judô, em Guadalajara, no México. Raphael Keisuke, de 44 anos, pratica a modalidade há 40 anos e é faixa preta 5º grau. No currículo, vários títulos estaduais, regionais e brasileiros. E a experiência de ter participado de campeonatos Sul-Americanos nas categorias estudantil e veterano.
Carioca, mas radicado em Natal desde os 12 anos, o atleta começou a praticar a arte marcial aos quatro anos e disse ter sido uma influência direta da família. “Fui influenciado pelos meus pais, principalmente minha mãe, por ser Nissei”, disse. Nissei é o nome que se dá a filho de pais japoneses nascidos fora do país nipônico.

Agora, ele entra na reta final da preparação para o Pan-Americano da modalidade. “A preparação está sendo desde o início do ano, quando programei-me ir ao Sul-americano em Julho, com treinos de Judô, Musculação e preparação física inclusive mais extenuante nos finais de semana. Há dois meses, quando fui ao Sul-americano em Guayaquil, no Equador, consegui trazer o Bronze. Quero poder trazer uma medalha para o RN e para o Brasil neste Pan-Americano. Porém será mais forte. Mais países e mais atletas renomados”, adiantou.
Em relação à competição, ele diz que a expectativa é a melhor possível. “Estou bem treinado tecnicamente, preparado fisicamente, aguardando o dia, a partir dessa semana é desacelerar e colocar o emocional para funcionar e ser mais forte acima de tudo”, projetou.
Preparação para competição de judô
A preparação exigiu dedicação especial, para conseguir a melhor performance sem interferir na rotina diária. “Como todo Veterano, tenho muitas responsabilidades, e procuro fazê-las de forma equilibrada e sensata. Procuro treinar duas vezes por semana Judô incluindo uma vez aos finais de semana. Treinos de musculação e força de quatro a cinco vezes por semana, incluindo FDS e feriados”, apontou.
Ainda teve que adequar a vida pessoal para não faltar atenção à família. “Sou casado. Tenho um filho adolescente de 12 anos e procuro sempre fazer atividades com eles. Seja ir ao clube e ou praia na qual gera mais atividades físicas ao ar livre. De um modo geral minha família, respira um estilo de vida muito saudável, não por eu ser personal trainer mas, pela base familiar e pela educação que meus pais me deram. E foi na pandemia que aguçou mais o meu retorno às competições. Primeiro por gostar da adrenalina competitiva. Segundo por me manter sempre com um foco e terceiro se ainda posso, tenho saúde, porque não competir?”, afirmou.
Uma das principais dificuldades da modalidade, segundo Keisuke, é conseguir patrocínios. Atleta há muitos anos, no ponto de vista dele, o judô no RN está em desenvolvimento. “Já estamos colhendo muitos frutos, temos atletas no Minas Tênis Clube/MG, No Sesi/SP defendendo clubes do cenário nacional e lutando por vagas olímpicas. Inclusive nos Paralímpicos também temos vários no masculino e no feminino”, disse.